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Verdades a saber

Verdades a saber

Verdades que devem ser conhecidas

Ennio Dinucci….

Um dos deveres mais importantes de uma autêntica Escola Esotérica é manter seus estudantes permanentemente informados sobre tudo o que diz respeito aos ensinos superiores, especialmente quando estes se referem à Ordem Rosacruz e seu insigne mensageiro, o Sr. Max Heindel.

Por incrível que pareça, os dirigentes das organizações espiritualistas – com raras exceções – não conseguem manter-se fiéis aos seus princípios. Em vez de procurarem entendê-los devidamente, a fim de elevarem-se à altura das verdades por eles apresentadas, acham mais fácil rebaixá-los ao seu próprio nível de compreensão, misturando-os com as suas próprias opiniões, e às dos escritores com os quais têm afinidade, resultando disso uma séria confusão, que prejudica a virtualidade dos ensinamentos.

Uma das provas mais sérias que os responsáveis por uma Escola devem enfrentar, é a que trata da apresentação e continuidade dos seus ensinos no Mundo Material. Embora estes sejam elaborados pelos Irmãos Maiores nos planos espirituais, tendo em vista as necessidades espirituais dos homens, eles são revelados ao mundo e lançados como sementes de forma oral e escrita, dando origem, quase sempre, a uma série de interpretações intelectuais falseadas, quando são apresentados por pessoas não qualificadas e incapazes, portanto, de penetrar seu sentido mais elevado.

É uma realidade indiscutível que a vaidade e o orgulho intelectual, especialmente no campo do ocultismo, provocaram em todos os tempos os mais sérios desencontros. Daí não ser nada fácil conservá-los em sua integridade e pureza originais, sem maculá-los com os pontos de vista pessoais, vaidosos e personalísticos.

Na grande maioria dos casos, com honrosas exceções, quando o Verbo (Instrutor), que dirige uma Escola em sua linha, sai do cenário visível por ocasião da sua passagem para os mundos espirituais, a Escola entra em declínio, encaminhando-se fatalmente para sua decadência e extinção.

Em várias passagens bíblicas, (especialmente no livro de Jeremias) são feitas referências simbólicas ao desvirtuamento e desaparecimento de uma determinada Escola (cisterna), ao dizer que suas águas (verdade ou método de ensino) haviam secado ou tornaram-se amargas!

Na falta de um sucessor autorizado e devidamente preparado, a Escola perde a sua direção e o lugar é ocupado por alguém não qualificado, que passa a ocupar a cadeira que não lhe pertence.

Nesses casos, a expressão física da Escola continua, e seus dirigentes podem até mesmo proclamar em alta voz serem os herdeiros do seu fundador. Poderão publicar suas obras, por terem herdado seus direitos autorais, considerando-se os únicos autorizados a falar em seu nome. Entretanto, o espírito da Escola desapareceu e, em seu lugar, surge a igrejinha, na qual as quimeras, as fantasias e os sonhos espiritualistas e esotéricos, usurpam o lugar do estudo sério, da lógica e da razão!

Não se pense, entretanto, que para dar continuidade a uma Escola se exija a perfeição dos seus continuadores ou a Iniciação nos Mundos espirituais! Não, não se pede tanto! Contudo, é indispensável haver uma certa maturidade anímica e experiência consolidada, apoiada na Fé e na Razão. É preciso que haja uma visão superior, divorciada das fantasias intelectuais, da vaidade e dos interesses próprios; uma Vontade afirmada e comprovada que nada pode deter nem enganar!

É imprescindível haver um elevado nível de Consciência, pois sem ela, não haveria Amor pelo próximo, sinceridade, fidelidade a um ensino superior, honestidade, dignidade, humildade, responsabilidade e outros atributos! Dar continuidade a uma Escola, não significa evidentemente satisfazer caprichos pessoais, fazendo dessa atividade um passatempo para as horas de folga.

Afirma o Sr. Max Heindel que a faculdade da Clarividência tem graus, e o primeiro diz respeito à maneira de ver e considerar as coisas aqui, no Mundo Físico. É preciso ter os olhos bem abertos a fim de não ser enganado pelas aparências superficiais e enganadoras! A palavra clarividência significa: ver com clareza, e não cremos que seja possível conduzir com segurança uma Escola, quando não se vê exatamente o objetivo proposto por ela, e sobretudo, quando não se nota a linha divisória que a separa e distingue de uma igreja.

Os evangelhos são claríssimos ao afirmarem: “quando os cegos se arvoram em condutores de outros cegos, cairão todos no barranco”. Considerando este princípio que parece absolutamente lógico, chega-se a simples conclusão de que, não seria possível guiar a outros, quando não se sabe exatamente para onde se caminha, ou seja, transmitindo os ensinos esotéricos aprovados pelo plano evolutivo, misturados com as idéias de falsos mestres(as) que nada têm a oferecer, a não ser as suas desmesuradas pretensões, fantasias e vaidades! Seria possível conduzir com segurança uma Escola, afastando-se dos princípios básicos implantados pelo seu Fundador? Não, nós não acreditamos!

Entretanto, foi isso que aconteceu em todos os tempos e, a “Fraternidade Rosacruz”, fundada pelo Sr. Max Heindel nos Estados Unidos, não escapou deste destino infeliz. Esse acontecimento foi previsto por ele algum tempo antes da sua passagem para os Mundos Internos, o qual foi registrado numa de suas lições, inseridas posteriormente na obra “Ensinos de um Iniciado”. Sua profecia realizou-se integralmente, e a usurpação do poder por pessoas não qualificadas, foi a causa principal da sua ruína. Usurpar o poder significa: Ocupar o lugar que não compete a um indivíduo, ao qual é elevado para atender os caprichos pessoais de um grupo!

A Fraternidade Rosacruciana São Paulo, nunca concordou com as novas diretrizes que passaram a vigorar na The Rosicrucian Fellowship, depois do falecimento do seu augusto fundador.

Em 1957, seu fundador e instrutor, Prof. Lourival Camargo Pereira, escreveu um artigo publicado no “Boletim Rosacruciano”, expondo aos estudantes e interessados, as razões que impediam a Fraternidade de filiar-se a Sede Central Americana em Oceancide. Diz ele: “Max Heindel faleceu em 1919, e daí para cá, a Fraternidade Rosacruz, por ele fundada em 1912, passou por muitas vicissitudes e alterações, por lutas e questões de toda espécie. É preciso que não se confunda a Filosofia exposta por Max Heindel com as diretrizes e opiniões que mais tarde foram adotadas pelos continuadores do seu trabalho na Fraternidade Americana. Como sempre acontece neste mundo, os continuadores de uma obra superior, perdem de vista e esquecem-se, com o tempo, do espírito que a iniciou, para só verem a letra e o patrimônio material.

Durante mais de 20 anos sustentou-se na Sede Central Americana, da maneira mais intransigente e incompreensível, uma luta inglória entre dois grupos de dirigentes, sendo a questão levada aos tribunais, chegando a Corte Suprema dos Estados Unidos. Calcula-se que gastaram nessa questão perto de 100.000 dólares. Cada um desses grupos pretendia a direção exclusiva da Fraternidade, com exclusão do outro. Um desses grupos, o mais poderoso, porque dominava as rendas e finanças da Fraternidade, prevaleceu e acabou por apossar-se de toda a direção. Há muitos anos que esse grupo mais poderoso, que se denominava “Diretoria Eclesiástica”, vinha transformando a Fraternidade numa organização de cunho francamente sacerdotal, passando a Fraternidade Americana a denominar-se “Fraternidade Rosacruz – Igreja não sectária”, sendo publicado oficialmente um livrinho de rituais entre os quais se incluem os de batismo, casamento, dominical, ofício de mortos, etc., que foram aceitos, e estão sendo postos em prática não só pela Sede Central, mas por vários centros filiados de outros países, como pudemos verificar também aqui no Brasil, em um centro do Rio de Janeiro, que aliás tem procurado fazer larga propaganda por toda parte”.

Passaram-se muitos anos, e a “Diretoria Eclesiástica”, resolveu mudar o nome para “Conselho Esotérico”, talvez, por serem criticados duramente por todos os estudantes sérios e honestos (Fiéis Probacionistas), que se viram obrigados a abandonar a organização, impossibilitados de lutar contra a corrente negativa, sentimentalista e feminina, que havia usurpado o comando da organização.

Porém, a mudança de nome “Diretoria Eclesiástica” para “Conselho Esotérico”, mudou apenas no rótulo, porque sua mentalidade aquática e negativa, continua a mesma. Para provar que a Mentalidade Eclesiástica ainda vigora e dirige a organização, introduziram nas diretrizes esotéricas deixadas pelo Sr. Max Heindel, as fantasias clericais da Sra. Corinne Heline, sob o pretexto de ser uma das primeiras discípulas do Sr. Max Heindel, embora este nunca a tenha citado em nenhuma de suas lições, nem tenha lhe conferido qualquer autoridade no campo da instrução, quer oral, quer escrita.

A ela se deve também a introdução do planeta (???) Plutão na astrologia tradicional, aceita sem critério algum pela maior parte dos astrólogos de todo o mundo. Felizmente, essa farsa astrológica está em vias de extinção, pois a astronomia está chegando a conclusão através de investigações sérias, que Plutão nunca foi planeta, não passando de um pedaço de pedra e gelo que gira no espaço.

Por outro lado, não convém iludir-se, pois como diz o velho ditado: “quem diz uma mentira terá que repeti-la cem vezes para poder sustentá-la. Desta forma, os admiradores de Plutão continuarão forjando as mais estranhas fantasias para sustentar seus pontos de vista absurdos.

A Sra. Corinne Heline (já falecida) é considerada hoje pelos corifeus de Oceanside, um verdadeiro oráculo, uma das precursoras da “New Age” (Nova Era), e a grande pregadora da Era de Aquário. Todavia, seus escritos não confirmam essa autoridade!

Acreditamos que essa “grande mestra” (?), tão admirada pelos atuais dirigentes de Oceanside seja a responsável, em grande extensão, pela introdução dos métodos eclesiásticos dos “Filhos da Água” em “Monte Eclésia”, os quais, foram aceitos com passividade e entusiasmo pelos antigos e atuais dirigentes da extinta Escola.

Tudo leva a crer que nem mesmo a Sra. Augusta Foss de Heindel, esposa do seu fundador, e responsável também pela ruína da Escola – pois foi sua diretora durante muitos anos – conseguiu controlar as utopias filosóficas dessa senhora.

Sua inclinação para os métodos eclesiásticos é indisfarçavel! Seus escritos refletem claramente uma admiração e devoção fanáticas pela Virgem Maria, muito própria da igreja e da hierarquia romana, na qual seguramente foi educada. Seu exaltado ideal feminino, nunca se conformou ao ver Maria ocupar um lugar de pouco destaque no drama evangélico. A seu ver, ela teria que receber honra igual a de Jesus, ou talvez ainda maior! Afinal, não diz a igreja que ela é a mãe de Deus, e a intercessora entre Ele e os homens? Seus ensinos são a maior prova das nossas afirmações!

Ao invés de libertar-se das falsas idéias religiosas, dos preconceitos e condicionamentos impostos por um clero decadente e arrogante, esta senhora procurou ajustá-los aos ensinos rosacrucianos, misturando-os com suas idéias absurdas e fantásticas que nada tem a ver com os ensinos sublimes apresentados pelos Evangelhos, pela Ordem Rosacruz e pelo Ocultismo tradicional de todos os tempos. Seus ensinos, ao invés de esclarecer, confundem os estudantes novos de boa fé.

Mais uma vez a lei evangélica é confirmada ao constatarmos que, o joio anda sempre misturado com o trigo, ou seja, a mentira sempre procura encontrar um meio de infiltrar-se na verdade. É preciso Ter olhos para vê-la e não tomar uma pela outra! Este artigo tem por finalidade chamar a atenção dos estudiosos, a fim de que vejam e se convençam dessa triste realidade!

Pergunta-se: Foi isso que o Sr. Max Heindel ensinou? Teria ele qualquer inclinação para os métodos eclesiásticos e sacerdotais? A Escola por ele fundada, encobriria uma igrejinha disfarçada e negativa? A resposta é obvia: é claro que não! Ele era e é um “Filho do Fogo”, e a forma mais fácil de comprovar nossas afirmações, é ler sua monumental obra “Maçonaria e Catolicismo”, para que se note claramente que seus métodos diferem radicalmente daqueles adotados pela organização de Oceanside e de seus satélites espalhados pelo mundo.

Nessa obra especialmente, o autor nos dá a conhecer francamente sua posição, frente as duas correntes que dividem a humanidade: A corrente do Fogo (esoterismo), e a Corrente da Água (teologia), posicionando-se na linha oposta ao catolicismo.

É possível que nos perguntem: “Porque a “Fraternidade Rosacruciana São Paulo” não deixa de fazer críticas a “The Rosicrucian Fellowship”, e aos seus centros filiados, e cuide apenas dos seus interesses próprios? “O Sr. Max Heindel, dirão eles, aconselhou-nos a não atacar ninguém e a ser tolerantes com todos os outros movimentos”.

Concordamos plenamente e nos inclinamos respeitosamente diante da advertência do Mestre, lamentando apenas a nossa incapacidade de atendê-lo. Entretanto, ele também nos ensinou, através do espírito das suas lições, a defender a verdade e a não compactuar com a negatividade, a mentira e a pretensão de quem quer que seja. E, se a organização de Oceanside é tão fiel as normas deixadas pelo Augusto Instrutor, porque não se manteve fiel aos princípios deixados por ele, transformando a escola numa sucursal dos “Filhos da Água”?

Ele considerou a lealdade a um princípio superior, como a principal virtude e característica de todo o estudante sério e sincero. Ele não nos ensinou a ser omissos! Não cremos, portanto, que ele esteja aborrecido conosco por defendermos os ensinos da Ordem Rosacruz apresentados por ele. Acreditamos até, que ele esteja satisfeito, ao ver que nos posicionamos contra a tendência fatal e adúltera de certos grupelhos, responsáveis pela transformação da sua Escola Esotérica, numa igrejinha disfarçada!

Também é conveniente dizer que, a Filosofia Rosacruz não é patrimônio particular de quem quer que seja, nem mesmo da organização de Oceanside. Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz não estão subordinados a ela, como não o estão a nenhum caprichinho egoísta e mundano. Eles atuam através de todas as organizações honestas e sinceras que se mantenham fieis aos seus ensinamentos.

Por essa razão falamos e escrevemos para que se conheça a verdade e também, por uma questão de princípios e de fidelidade à Ordem Rosacruz e ao Augusto Mensageiro! Seus ensinos pertencem a humanidade, e não a um grupo ou casta de privilegiados, com inclinações bem marcadas para o matriarcado e para o clericalismo.

Queremos que fique bem claro que, de fato, não temos nada a ver com outras organizações – especialmente com aquelas que se desviaram da linha original – como também não estamos absolutamente interessados em saber o que elas possam pensar a nosso respeito. Não esperamos sequer, que venham a ler os nossos artigos, pois não é para elas que escrevemos! A experiência nos demonstrou há muito tempo que, quando uma Escola se degenera e se transforma numa igrejinha, jamais voltará a ser uma Escola.

Não temos, portanto, nenhum receio de falar a verdade, doa a quem doer, mesmo porque, achamos que calar-se é tornar-se conivente e nós não o somos! Fazemos questão absoluta de sermos diferentes desse rosacrucianismo negativo, embebido e adulterado pelas idéias do ideal oposto (água)!

O nosso intuito, não é o de atacar a ninguém particularmente, mesmo porque somos bem conscientes das nossas fraquezas e dos nossos defeitos para atacar quem quer que seja. Entretanto, consideramos ser um dever moral e espiritual esclarecer os estudantes novos e inexperientes, a respeito das idéias falsas que vêm sendo enxertadas nos ensinos rosacruzes.

Fazem 78 anos que o Sr. Max Heindel partiu para os mundos espirituais, e os estudantes que não tiveram o privilégio de receber uma orientação superior, podem vir a pensar, que o que se apresenta em certas lições mensais de filosofia, enviadas aos estudantes pela Sede Mundial de Oceanside, e por alguns folhetos publicados pelos centros filiados a esta, estejam em sintonia com os ensinos apresentados por ele. (Ver outro “link” – Adulteração de Ensino).

Apresentaremos a seguir algumas afirmações feitas pela Sra. Corinne Heline em uma de suas obras, que submetemos à apreciação dos nossos estudantes e de todas as pessoas sinceras dotadas de raciocínio lógico e bom senso.

É preciso que os legítimos estudantes tomem conhecimento dessas idéias fantásticas que, segundo os dirigentes da organização de Oceanside, se revestem de uma autoridade indiscutível por serem de autoria de uma das primeiras discípulas (?) do Sr. Max Heindel. Seus ensinos fazem parte do programa da organização e, são transcritos com admiração pelos Centros de Estudos filiados a esta.

Transcrevemos a seguir alguns trechos destas lições, que fazem parte da obra “In the Supreme Initiations of Blessed Virgin” (Nas supremas iniciações da Virgem Bendita). New Age Press, Oceanside, 1959, Trad. L.A.M. de autoria de Corinne Heline.

Estas lições foram publicadas pela Fraternidade Rosacruz de Portugal, em seu Boletim trimestral, de Out. Nov. Dez. de 1995 e Jan. Fev. Mar. de 1996, intitulado “ROSACRUZ”.

A revista “Sentiero Rosacrociano, Revista trimestrale del Centro Italiano, A.R.C.O”, também edita com freqüência, lições desta autora, demonstrando por ela uma grande admiração! Estas duas entidades são filiadas a Sede Mundial de Oceanside, a “The Rosicrucian Fellowship”.

“O Rito da Assumpção foi a experiência espiritual suprema da Virgem Maria. Após ter aprendido todas as lições que este plano físico pode ensinar, ela trocou a terra pelo céu e a sua residência junto da humanidade por um lar compartilhado com os anjos.”

“Podemos correlacionar o Rito da Anunciação com a Iniciação pela terra. A sua consumação fornece o domínio da matéria física. O lar destes anjos que trabalham com a terra localiza-se nos reinos etéreos, de tal forma que a Virgem jamais poderia ter ascendido no seu corpo físico a essa esfera; tendo, porém, obtido o domínio da matéria física, fez tornar o seu corpo denso aos elementos originais e, num veículo etéreo, passou para a sua morada entre os anjos”…

“Embora a Virgem Bendita resida agora no céu com os anjos, passa muito tempo na terra trabalhando com a humanidade. Muitos experimentaram já a sua visão (e a do seu anjo da guarda) nos hospitais, sobretudo nas maternidades e onde existem crianças que sofrem. E alguns que não a viram tiveram a consciência de receber a consolação das suas bênçãos. Maria prefere trabalhar onde as nuvens são mais carregadas e as sombras mais pronunciadas. Enquanto vivia na terra escolheu trilhar o caminho do sofrimento; agora dedica-se a ajudar os que trilham o mesmo caminho. Onde quer que existam movimentos para a emancipação e a elevação da mulher (?), ela está presente, encorajando e inspirando todos os que se devotam a esse trabalho humanitário”…

“Pergunta-se muitas vezes se não existirão anjos masculinos, atendendo a que estes são normalmente representados no feminino (???). Ora, eles não são masculinos nem femininos, já que manifestam a força e coragem masculinas combinado com o amor e a ternura femininas. Desta forma, são os ministros ideais para uma humanidade que ainda não desenvolveu em si a força dual”…

“É uma visão rara a de um grupo de anjos em ação ou divertindo-se (???). Os seus corpos etéreos são luminosos e possuem um brilho intenso; flutuam no ar com a graciosidade das borboletas nos jardins ao pôr do sol”…

“É, contudo, freqüente um grupo de anjos em movimento formar uma sinfonia de cor. Os seus corpos etéreos resplandecentes refletem a cor de harmonia com a atividade do momento. Sobre as grandes cidades forma-se de noite uma nuvem escura e miasmática, constituída pelos pensamentos negativos e pelas emoções geradas pelo homem. Hostes de anjos lançam-se então na tarefa de dissipar tanto quanto possível essas forças malignas. Com a chegada da aurora, brilham alegremente no horizonte, como navios de luz, ascendendo cada vez mais alto até se perderem de vista”…

“Alguns anjos tem por missão inspirar artistas, poetas, músicos e outros trabalhos criativos. Estes seres vestem normalmente refinados tons de azul. Outros trabalham com estudantes, os filósofos e com todos aqueles que estão empenhados em profundas e sérias investigações. Neste caso ostentam o tom dourado brilhante próprio do resplendor de Cristo. Lares desfeitos e membros afastados de famílias são por vezes reunidos miraculosamente, graças à intervenção angélica. Os anjos que realizam esse trabalho envergam delicados tons de rosa, a cor da radiação do amor”…

“Existem anjos que colaboram com os aspirantes que trilham o caminho da luz conducente, em última analise, às esferas celestes. Vestem de branco com tonalidades de orquídea resplandecente, que são os tons da divindade. É a radiação de Netuno, através da qual serão revelados ao homem muitos dos segredos maravilhosos da Nova Era”…

“É perfeitamente lógico que a Virgem Bendita tenha a sua morada entre estes seres celestiais, com os quais se encontra em perfeita sintonia. Os anjos não possuem corpo de desejos (???) , mas estão envolvidos num manto de pura luz”…

“De novo aqui a divina Maria resplandece como um padrão perfeito, pois efetuou por completo esta transformação dentro de si própria. Isso era essencial antes de passar pelo sublime mistério da Imaculada Conceição. Eis porque no Rito da Assumpção hostes de seres celestiais estendendo-se até o próprio trono de Deus se juntaram aos anjos e arcanjos num coro triunfal enquanto Maria era coroada pelo próprio Cristo. Sheila Faye-Smith escreve: “A raça humana floresce em Maria. Cultivada no jardim do sonho universal do homem, regada pela lei da raça eleita, a Rosa de Sharon abre a sua corola para ser fertilizada por Deus. Maria é a única flor perfeita nascida nos tristes começos da espécie humana. O solo era rico e muitos os jardineiros, mas só uma flor se abriu ao sol em toda a sua perfeição”.

“Por isso a Virgem Bendita é, para toda a humanidade, a Escola da esperança e o perfeito exemplo da vitória espiritual. É a Noiva da luz entre este vale de lágrimas e os reinos celestiais”.

Cremos não ser necessário fazer qualquer comentário à respeito destas afirmações inconsistentes, por serem expressões da fantasia mais exaltada e descontrolada, reflexos sonhadores e sentimentalistas da hierarquia dos “Filhos da Água”, sorrateiramente infiltrados nos ensinos superiores dos “Filhos do Fogo”.

A que conclusões chegamos ao ler estas divagações filosóficas? A de que, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, e das demais Escolas, assim como, seus Auxiliares Invisíveis, não são mais necessários, pois seus lugares foram ocupados pelos anjos e pela Virgem Maria. Ainda mais, que o grande ideal Crístico promulgado pela Ordem Rosacruz, foi substituído pelo ideal mariano, feminino e negativo, defendido pelo método passivo, infantil e maternal apresentado pela igreja.

Os pretensos continuadores da obra do Sr. Max Heindel exaltam os escritos da Sra. Corinne Heline, por ter sido (dizem eles) uma das suas primeiras discípulas. Evidentemente, pretendem com essa apresentação, conferir-lhe uma autoridade e prestígio que seus escritos não confirmam absolutamente.

Segundo o nosso critério o prestígio filosófico da discípula sai um tanto arranhado, quando suas lições são comparadas às do Mestre (Max Heindel) que, segundo eles, a teria instruído.

Que os dirigentes de Oceanside não se enganem, ao pensar que ninguém estuda nada seriamente, e que todos não passam de ingênuos e simplórios a ponto de aceitar seus sonhos filosóficos! Cremos que seria oportuno dizer-lhes que, existem muitos estudantes sinceros e leais aos ensinos do Sr. Max Heindel, e estes, por estarem despertos, não se deixarão enganar nem envolver por suas fantasias espiritualistas.

A lenda de Hiran Abif nunca será esquecida pelos verdadeiros ocultistas. Seu significado superior continua tão vivo nos tempos presentes, como o foi no passado remoto. Os verdadeiros Filhos do Fogo, repetimos, não se deixarão enganar!

Ainda um ponto importante a observar: No seus ensinos sobre a Astrologia, o Sr. Max Heindel nunca deu qualquer esclarecimento a respeito das influências do planeta Plutão, talvez por ser muito vaga e indeterminada a sua influência, se é que ele tem alguma. (até hoje ainda não se sabe com segurança se Plutão é um planeta, uma Lua ou um asteróide sem maior importância ).

O fato de ter sido descoberto em 1930, portanto, depois da passagem do Sr. Max Heindel para os mundos espirituais, não significa que ele o desconhecesse. Supor que as condições da época atual são diferentes das do passado e que o Sr. Max Heindel não teve meios de determinar sua existência , é uma infantilidade!

É conveniente lembrar que o grande Instrutor está vivo, ele foi e é um Iniciado e discípulo de um Irmão Maior da Ordem Rosacruz, portanto, altamente capacitado para fazer uma investigação profunda e qualquer comentário a respeito.

Se não o fez, foi porque não achou conveniente e nem necessário fazê-lo ou por não encontrar nele (Plutão) qualquer significado ou influência digna de nota. Por essa razão não encontramos em suas obras: “A Mensagem das Estrelas” e “Astrologia Científica e Simplificada”, qualquer alusão a este pretenso astro.

Contudo, os escribas de Oceanside, a exemplo dos astrólogos (?) modernos, especialmente dos filiados a “New Age” e, para não serem considerados desatualizados, acharam por bem fazer uma descrição e interpretação desse planeta, seguindo a orientação da Sra. Corinne Heline, ardorosa defensora de Plutão.

Perguntamos: Quem lhes conferiu a autoridade para fazer essa interpretação, a respeito de um astro praticamente desconhecido e que se encontra nos confins do nosso sistema solar, se é que pertence a ele? Seguramente não foi o Sr. Max Heindel e muito menos a Ordem Rosacruz.

Talvez tenham sido os estudos acadêmicos, psiquiátricos e psicológicos (embebidos de astrologia utilitária) realizados pelos (as) atuais dirigentes de Oceanside. Que critérios foram usados para escrever essa interpretação que, além de absurda é apresentada na obra “A Mensagem das Estrelas” de autoria do Sr. Max Heindel e da Sra. Augusta sua esposa?

Esse amontoado de tolices faz supor aos estudantes novos e desinformados que essa interpretação tenha sido escrita pelos autores da obra. Rogamos aos estudantes novos que verifiquem as antigas edições em Inglês e Espanhol, entre outras, para confirmar nossa denúncia. Essa interpretação não existe, foi acrescentada posteriormente pelos dirigente da ex. escola, às novas edições.

Que fizessem um folheto a parte com a dita interpretação, poderíamos até compreender, afinal, os ensinos rosacrucianos estão atualmente mesclados com opiniões próprias e preconcebidas, porém, incluí-la numa obra cuja autoria é a de um Iniciado, não é justo nem honesto, é crime.

Talvez os atuais dirigentes da organização se considerem os únicos e legítimos herdeiros do patrimônio filosófico deixado pelo insigne Instrutor, com o direito de acrescentar aos seus ensinos tudo o que bem entenderem.

A Fraternidade Rosacruciana São Paulo procura estar informada de tudo o que acontece no campo do espiritualismo, e especialmente o do rosacrucianismo. Por uma questão de fidelidade aos ensinos superiores, sua direção sente-se no direito de denunciar toda e qualquer idéia ou pretensão, que não esteja de acordo com o legitimo método rosacruciano exposto no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e outras obras do autor.

É um atentado filosófico acrescentar aos ensinos do Sr. Max Heindel ou de qualquer outro autor, as idéias particulares de quem quer que seja. Ninguém foi, ou está autorizado a fazer esse trabalho. O que se faz necessário, isso sim, é estudá-las para entende-las devidamente, tal e qual como elas foram escritas originalmente.

Dirigimo-nos a todos os estudantes sérios e livres, aos que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, para que estudem com imparcialidade as obras deixadas pelo Sr. Max Heindel e confirmem por si mesmos a veracidade das nossas afirmações.

Vemos nessa atitude da The Rosicrucian Fellowship uma falta de respeito e de ética a toda prova! Uma demonstração de falta de consciência e consideração para com o nobre Instrutor.

Com essa atitude a igrejinha de Oceanside dá a maior prova de pequenez e de irresponsabilidade, acrescentando aos ensinos de um Instrutor do porte do Sr. Max Heindel, as quimeras e opiniões espiritualistas, formuladas por um grupo que se diz esotérico, dominado contudo, pela vaidade e pela pretensão; um grupo incapaz de ver o espírito que brilha nas entrelinhas das suas lições, e por essa mesma razão, impedidos de manter a Escola dentro das linhas do legítimo rosacrucianismo!

Terminando, expomos abaixo a profecia feita pelo Sr. Max Heindel, inserida na sua obra “Ensinamentos de um Iniciado”, provando que o seu fundador já havia previsto a decadência da instituição por ele fundada.

“Até aqui não pudemos evitar as rígidas e firmes condições de organização na Sede, mas a associação sem restrições deve permanecer livre para que possa alcançar maior crescimento espiritual e vida mais longa. No entanto, é triste considerar que, embora sejam essas as nossas intenções, chegará o dia em que a FRATERNIDADE ROSACRUZ (de Oceanside) terá o mesmo destino de todos os outros movimentos: Ficará atada por regras, e a usurpação do poder fará com que ela se cristalize e se desintegre. Mas é um consolo saber que de suas ruínas surgirá algo maior e melhor, como ela surgiu de outras estruturas que já tiveram a sua utilidade e estão agora em vias de dissolução”. (Max Heindel)

Que as rosas floresçam sobre a vossa cruz

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Sobre Plutão

Sobre Plutão

Esclarecimentos sobre Plutão e sobre a Obra “Mensagem das Estrelas” de autoria do Sr. Max Heindel

Ennio Dinucci….

O valor de um indivíduo, de um ensino ou de uma instituição se fundamenta na qualidade das idéias que sustentam.

A razão, a lógica, o discernimento, deveriam ser o fundamento de qualquer tema, infelizmente isto raramente acontece. A maioria das pessoas não emprega a razão pura em seus raciocínios; ela está, quase sempre, mesclada com as emoções e caprichos intelectuais, resultando que suas conclusões, com raras exceções, são frutos de aparências mal compreendidas e de opiniões preconcebidas.

Quando um postulado novo é lançado ao mundo, a tendência é ser aceito por grande parte das pessoas sem quaisquer questionamentos. Este fato é bastante comum, especialmente quando tratam de temas abstratos como ocultismo, astrologia, religião, etc. Os homens são inclinados a amar suas idéias, especialmente quando despertam suas emoções, com as quais se identificam inteiramente. Dominados por este estado mental, torna-se sumamente difícil pô-las de lado, mesmo quando lhes é apresentada uma proposição mais lógica e sensata. A mentalidade dos cientistas e dos teólogos, limitada quase que exclusivamente aos sentidos, encheram este mundo de idéias falseadas, de pareceres incompletos, sustentados intransigentemente por pontos de vista unilaterais que, embora sejam sustentados por décadas, nunca se transformarão em verdades absolutas e definitivas. A fim de demonstrar a insegurança dos métodos científicos, tomemos como exemplo o caso de Plutão, descoberto em 1930 e que até a pouco tempo era considerado um planeta do sistema solar e, numa reunião realizada em Praga (24/Agosto/2006), capital da República Tcheca, astrônomos de todo mundo decidiram rebaixá-lo à condição de planeta-anão.

A fim de reparar, na medida do possível, os prejuízos que os falsos astrólogos causaram à astrologia verdadeira, é preciso esclarecer que esta ciência é um aspecto da verdadeira religião; uma matéria restrita às Escolas de Iniciação, empregada pelos hierofantes dos mistérios na educação dos seus discípulos. Porém, como sempre sucede nos meios esotéricos, os traidores da doutrina arcana, encontram-se mesclados com os verdadeiros adeptos, resultando que os mistérios extrapolaram as circunscrições em que eram mantidos, sendo profanados pelos mercadores de ilusões, rebaixando-os ao nível da mentalidade mundana sempre ávida de emoções egoístas. Desta forma, a ciência dos Magos, venerada na antiguidade como um ensino secreto e superior, foi enlameada pelos profissionais da adivinhação, transformando-se numa especulação incompleta e sem sentido que nada tem em comum com a ciência das estrelas.

A descoberta de Plutão causou uma verdadeira revolução nos meios astrológicos que perdura até a atualidade. Muitos “astrólogos”(?) e uma quantidade enorme de papel foi mal empregada para descrever suas características e influências de ordem espiritual e psicológica, o que na realidade nunca existiu. Até mesmo a “The Rosicrucian Fellowship”, organização esotérica sediada em Oceanside nos Estados Unidos, fundada em 1912 pelo insigne iniciado Sr. Max Heindel (falecido em 1919), da qual se esperava um pouco de recato e seriedade, também aderiu à moda. A falta de entendimento dos seus dirigentes colidiu com os ensinos da astrologia tradicional e com os do seu excelso fundador, passando a atribuir a esse corpo celeste uma influência que nunca foi medida ou verificada praticamente e que só existia na fantasia dos seus inventores. Como se não bastasse essa demonstração de irresponsabilidade, frontalmente contrária aos ensinos da Filosofia Rosacruciana e do ocultismo tradicional, a referida instituição não teve o menor pejo em incluir na “Mensagem das Estrelas” – obra de autoria do Sr. Max Heindel – uma descrição (ou montagem) sobre a natureza desse bloco de pedra e gelo, e sua pretensa influência sobre a evolução da humanidade. Essa descrição, que prima pela tolice e ingenuidade, revelou a falta de entendimento dos dirigentes de Oceanside e o desrespeito à memória do insigne mensageiro da Ordem Rosacruz.

No Brasil, a Fraternidade Rosacruz, sediada em São Paulo na Rua Asdrúbal do Nascimento, nº 196, filiada à “The Rosicrucian Fellowship”, cujos fundadores foram dissidentes da “Fraternidade Rosacruciana São Paulo”, da qual, o autor destas linhas é filiado, publicou no seu órgão oficial informativo (Ecos), trimestre Out-Nov-Dez. de 2006, um artigo que confirma o quanto uma idéia sem sentido (caso de Plutão) pode dominar a mentalidade de um indivíduo e até mesmo de uma instituição que se diz esotérica. Esse escrito tem por título: “Plutão e a sua nova definição”, o qual tomamos a liberdade de transcrever um trecho. Diz seu autor no final da “abalizada” dissertação: “Evidentemente estas modificações (a respeito de Plutão) são de caráter astronômico, pois no âmbito astrológico, Plutão, ainda que reclassificado como um “planeta-anão”, continua regendo o signo zodiacal de Escorpião e a oitava casa natural de um tema natal (horóscopo), mantendo suas características básicas: Transformação, regeneração, sublimação entre outras. Sugerimos consultar a obra “A Mensagem das Estrelas” de Max Heindel e Augusta Foss Heindel, 11a edição (ano 2001), páginas 445 à 449”.

O que o autor do artigo talvez não saiba, ou faz questão de ignorar, é que o Sr. Max Heindel jamais autorizaria essa publicação, por não corresponder à realidade astrológica. Embora o autor tenha falecido antes da descoberta de Plutão, isto não justifica sua inclusão numa obra monumental como a “Mensagem das Estrelas”. Por acaso os corifeus de Oceanside se julgaram com autoridade para fazer esta inclusão? A decadência em que a Fraternidade Rosacruz americana se encontra, não prova sobejamente que esta autoridade nunca existiu?

É do nosso conhecimento que os irmãos da Fraternidade Rosacruz do Brasil, não são independentes em seu modo de pensar, pois se orientam pela cartilha da “The Rosicrucian Fellowship” que, depois da saída do Sr. Max Heindel do cenário terrestre em 1919, cometeu os mais deploráveis enganos filosóficos, entre eles, a inclusão do planeta-anão plutão na astrologia tradicional, provando que a direção da Fraternidade americana havia se afastado completamente das diretrizes traçadas pelo seu excelso fundador. Aliás, este já havia profetizado sua queda e ruína, motivada pela usurpação do poder por pessoas não qualificadas. (Ler sua profecia na obra “Ensinos de um Iniciado”).

A Fraternidade Rosacruciana São Paulo, é uma Escola esotérica fundada em 1929. Desde o seu início, nunca esteve filiada ou subordinada a nenhuma organização congênere e há 77 anos segue fielmente a orientação deixada pelo Sr. Max Heindel em suas obras, não a de Oceanside. Desde a descoberta desse polêmico bloco de pedra em 1930, sempre se posicionou de maneira contrária à sua adoção pela astrologia tradicional. Portanto, insurge-se veementemente contra essa atitude infeliz da Fraternidade de “Mount Ecclesia” e dos centros de estudos a ela filiados, considerando tal atitude como uma afronta filosófica e uma fraude. Seus dirigentes deveriam saber que, acrescentar um apêndice na obra de um autor já falecido sem seu prévio consentimento ou sem qualquer explicação que a justifique, classifica-os como adúlteros. Nada teríamos a comentar se a descrição sobre Plutão tivesse sido feita num folheto independente da “Mensagem das Estrelas” com o nome do autor responsável por ela. Sua inclusão na obra do Sr. Max Heindel projeta a falsa idéia – ao menos para os estudantes novos e desprevenidos – que ela foi escrita pelo próprio autor da “Mensagem das Estrelas”. Talvez tenha sido esta a intenção dos dirigentes da igrejinha de Oceanside, a “NON SECTARIAN CHURCH”, designação adotada por eles apos a saída do senhor Max Heindel do cenário visível.

São Paulo, Janeiro de 2007

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O Recipiendário

O Recipiendário

Eliphas Levi….

Mas, antes de tudo, quem sois vós que tendes este livro entre as vossas mãos e o começais a ler?

No frontispício de um templo que a antigüidade consagrara ao Deus da Luz, lia-se esta inscrição em duas palavras:

“Conhece-te a ti mesmo”.

Tenho o mesmo conselho a dar a qualquer homem que queira aproximar-se da ciência.

A magia, que os antigos chamavam sanctum regnum, o santo reino, ou o reino de Deus, regnum Dei, só é feita para os reis e para os padres; sois padres? sois reis? O sacerdócio da magia não é um sacerdócio vulgar e a sua realeza nada tem que debater com os príncipes desse mundo. Os reis da ciência são os padres da verdade, e o seu reino fica oculto para a multidão, como os seus sacrifícios e as suas preces. Os reis da ciência são os homens que conhecem a verdade e que a verdade os tornou livres, conforme a promessa formal do mais poderoso dos iniciadores.

O homem que é escravo das suas paixões ou dos preconceitos deste mundo não poderia ser um iniciado, ele nunca se elevará, enquanto não se reformar; não poderia, pois, ser um Adepto significa aquele que se elevou por sua vontade e por suas obras.

O homem que ama suas idéias e tem medo de as perder, aquele que teme as verdades novas e que não está disposto a duvidar de tudo, antes do que admitir qualquer coisa ao acaso, esse deve fechar este livro, que lhe é inútil e perigoso: ele o compreenderia mal e ficaria perturbado, mas fica-lo-ia ainda muito mais se por acaso o compreendesse bem.

Se estais preso por alguma coisa ao mundo, mais que a razão, à verdade e à justiça; se vossa vontade é incerta e vacilante, quer no bem, quer no mal; se a lógica vos espanta, se a verdade nua vos faz corar; se o vulgo vos tocando nos erros recebidos, condenai imediatamente este livro, e, não o lendo, fazei como se não existisse para vós, porém não o difameis como perigoso: os segredos que ele revela serão compreendidos por um pequeno número, e os que compreenderem não os revelarão. Mostrar à noite a luz aos pássaros, é ocultar-lha, pois que ela os cega e torna-se para eles mais obscura do que as trevas. Falarei, pois, claramente; direi tudo, e tenho a firme confiança de que só os iniciados ou os que são dignos de o ser, lerão tudo e compreenderão alguma coisa.

Há uma verdadeira e uma falsa ciência, uma magia divina e uma magia infernal, isto é, mentirosa e tenebrosa; temos de revelar uma e desvendar a outra; temos que distingüir o mago do feiticeiro e o adepto do charlatão.

O mago dispõe de uma força que conhece, o feiticeiro procura abusar do que ignora.

O diabo, se é permitido num livro de ciência empregar esta palavra desacreditada e vulgar, o diabo se dá ao mago e o feiticeiro se dá ao diabo.

O mago é o soberano pontífice da natureza, o feiticeiro não passa de um profanador.

O feiticeiro é para o mago o que o supersticioso e o fanático são para o homem verdadeiramente religioso.

Antes de ir mais longe, definamos claramente a magia.

A magia é a ciência tradicional dos segredos da natureza, que nos vem dos magos.

Por meio desta ciência, o adepto se acha investido de uma espécie de onipotência relativa e pode agir de modo que ultrapassa a capacidade comum dos homens.

Da obra “Dogma e Ritual da Alta Magia”

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O Homem Deus

O Homem Deus

Eliphas Levi….

Envelheci e embranqueci-me nos livros mais desconhecidos e mais terríveis do ocultismo; meus cabelos caíram, minha barba cresceu como a dos padres do deserto; procurei e encontrei a chave dos símbolos de Zoroastro; penetrei nas crípitas de Manés, surpreendi os segredo de Hermes, esquecendo de roubar uma ponta do véu que esconde eternamente a grande obra; sei o que é a esfinge colossal que lentamente penetrou na areia contemplando as pirâmides. Penetrei nos enigmas dos Brahmanes. Sei que mistérios Schimeon ben Jochai enterrava consigo durante doze anos na areia; as clavículas perdidas de Salomão me apareceram resplandecentes de luz e li corretamente os livros que o próprio Mefistófoles não sabia traduzir a Fausto. Pois bem, em nenhum lugar, nem na Pérsia, nem na Índia, nem entre os palimpsestos do antigo Egito, nem nos grimórios malditos subtraídos às fogueiras da Idade Média, encontrei um livro mais profundo, mais revelador, mais luminoso nos seus mistérios, mais espantoso nas suas revelações esplêndidas, mais certo nas suas profecias, mais profundo perscrutador dos abismos do homem e das trevas imensas de Deus, maior, mais verdadeiro, mais simples, mais terrível e mais doce que o Evangelho de Jesus-Cristo.

Da obra “O Grande Arcano”

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O Esoterismo Superior e a fantasia espiritualista

O Esoterismo Superior e a fantasia espiritualista

Ennio Dinucci….

O grande obstáculo com que se deparam os estudantes do esoterismo é o de superar a tendência fatal de avaliar seus ensinos pelos padrões intelectuais e relativos, próprios do mundo dos sentidos. Alguns estudantes dotados de um nível de compreensão mais sutil, notam rapidamente que esse método não pode conduzi-los ao conhecimento da verdade; a maioria, porém, nem sequer chega a notar a deficiência deste nível de compreensão (intelectual), passando grande parte do seu tempo especulando as mais variadas linhas do ocultismo, limitados indefinidamente ao campo das teorias e da especulação literal, que impede a maior parte dos estudantes de chegarem a qualquer realização de ordem prática. O desanimo, a desilusão e finalmente, a descrença de todos os ensinos é o resultado obtido por esses investigadores superficiais.

É próprio do homem comum considerar como única e verdadeira, a religião ou filosofia adotada pelo seu nível de compreensão. Esta idéia tem levado muita gente a pensar que é inútil procurar a verdade, uma vez que todas as religiões e filosofias se atribuem o privilégio de possuí-la, desta forma, a verdade seria apenas a opinião sustentada por uma determinada religião.

Esta idéia, assim como a maioria das demais, sustentadas pela mentalidade mundana, é gratuita e destituída de lógica e bom senso. É claro que existe uma “Verdade”, e diríamos até, uma infinidade de verdades que se harmonizam e se completam umas com as outras. Cada ser, cada forma do mundo físico e do espaço sideral possui sua verdade intrínseca, em perfeito equilíbrio com a vontade do Criador!

A grande dificuldade do homem reside no fato de não poder captá-la, devido a insuficiência da sua percepção anímica; os sentidos físicos jamais revelarão ao homem a verdade que interpenetra as formas, pois esta será sempre de ordem espiritual.

O que é preciso compreender é que a verdade não foi inventada pelos homens nem por nenhum fundador de religiões ou de filosofias. “A Verdade é proveniente do céu”, afirmou a Razão Eterna em seu diálogo com Pôncio Pilatos, descrito no Evangelho Apócrifo de Nicodemos. “A Verdade está acima de todos os partidos e de todas as opiniões”, escreveu Eliphas Levi, “a verdade é como o Sol, cego é quem não a vê” ou quem não quer vê-la.

A Verdade, representada pelo trigo da parábola, muitas vezes é confundida com a mentira (joio), e segundo o Divino Iniciador é preciso ter olhos para vê-la, afim de não tomar uma pela outra! Todavia, para chegar ao seu conhecimento e distingui-la da mentira que, muitas vezes se apresenta de uma forma encantadora e sugestiva, capaz de enganar as mentes mais brilhantes, é mister possuir um nível evolutivo que não é comum à grande maioria e, embora esta idéia contrarie a opinião de muitos eruditos, os homens não se encontram numa mesma altura evolutiva; existe uma hierarquia!

Ter olhos capazes de ver além das formas ilusórias, significa ter conquistado uma capacidade anímica fora do comum, que transcende a visão e avaliação do homem terrestre identificado com a matéria. Só depois de ter atingido esta altura psicológica, o indivíduo estará habilitado para separar a aparência da realidade e o sonho da fantasia, permitindo-lhe distinguir no meio do cascalho inútil as pepitas do verdadeiro ouro espiritual!

São muitas as idéias falsas que o homem sustenta a respeito da verdade, entre elas há uma que há muito tempo já tomou conta da mentalidade daqueles que não se dispõem a fazer um estudo sério. Essa idéia infeliz sustenta que todos os caminhos levam a Deus; que todos são bons e que todos, finalmente, vão levá-lo às alturas da glória espiritual! Essa idéia não é racional; seria o mesmo que afirmar que o caminho da mentira pode conduzir à verdade, ou então que uma meia verdade pode conduzi-lo à verdade total, ou ainda, que uma premissa falsa possa desenvolver um raciocínio lógico e verdadeiro. Consideremos que os estudantes do verdadeiro esoterismo hão de ser, antes de tudo, adeptos da lógica e do bom senso!

Além disso, os Evangelhos não corroboram esta afirmação. Eles afirmam enfaticamente que só existe um único Caminho e uma única Verdade que conduz à Vida Eterna: Cristo-Jesus! Isto deve levar o estudante a concluir que é preciso compreender e levar a sério seus ensinos para chegar ao objetivo final apontado por Ele: “O reino de Deus está dentro, em vós”.

Os “saduceus e os fariseus” (cientistas, intelectuais e eclesiásticos), de todos os tempos, estão incluídos neste segundo grupo que indicamos acima, limitados pelo intelecto sensorial, deleitando-se com intermináveis discussões científicas e teológicas que os fazem procurar no exterior a verdade que se encontra em seu próprio interior, impedindo-se a si e aos outros, de chegarem ao conhecimento da verdade, ou melhor dito, do “Manancial Misterioso e Espiritual” de onde brota a verdadeira sabedoria! Estes estudiosos deveriam tomar conhecimento de que o homem, é uma síntese do universo, e que só é possível chegar ao conhecimento de Deus e da imensidão que os rodeia, estudando-se a si mesmos!

Entre as várias frases enigmáticas apresentadas pelos Evangelhos, há uma que deveria ser considerada com especial atenção pelos investigadores sérios, diz ela: “Portanto não os temais (opiniões dos saduceus e fariseus): pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido” (Mateus 10:26).

Esta frase há de ser analisada sob dois aspectos: o interno e o externo. Pelo ponto de vista interno quer ela significar que toda a realidade espiritual do homem será revelada à sua consciência, desde que este alcance o grau de evolução que lhe permita pôr-se em contato com ela.

Pelo ponto de vista externo significa que, tudo quanto os homens sofismaram a respeito da vida espiritual e da criação do universo que, não corresponda à realidade das leis de Deus e da natureza, terá que ser posto de lado como coisa inútil, pouco importando as opiniões dos cientistas e dos teólogos, e muito menos a imensa quantidade de livros que divulgaram suas idéias.

Nos últimos anos, com o advento da Internet e da publicação de várias obras biográficas, é possível tomar conhecimento das várias instituições espiritualistas fundadas no século XX, bem como da vida e dos ideais sustentados por alguns dos seus fundadores. Causa um certo constrangimento quando se toma conhecimento do nível de mentalidade sustentada por alguns destes homens!

Alguns deles, intelectuais de nomeada com inclinação para o hermetismo, defenderam alguns pontos de vista esotéricos, (?) que a rigor não passam de idéias próprias, de sonhos e fantasias individuais, destituídas de qualquer autoridade e sem o aval de nenhuma Escola autorizada pelo plano evolutivo. Os fatos estão aí para provar que esses sonhos filosóficos têm pervertido e desencaminhado a mentalidade de muita gente, levando-as a um misticismo exacerbado e tolo, muito próximo do fanatismo e da superstição.

Outros, dotados de espírito comercial e utilitário, montaram verdadeiros impérios financeiros, mesclando habilmente interesses empresariais, políticos e místicos, às custas dos seus ingênuos seguidores que, encantados com os seus ensinos, lhes garantiram uma vida de alto luxo, conforto, viagens internacionais e hospedagens em hotéis de primeira linha, propiciando-lhes os meios para divulgarem, por meio de livros e conferências públicas, seus altos conhecimentos sobre a matéria!

O que mais admira quando se toma conhecimento da conduta destes homens e mulheres – alguns deles fundadores de conhecidas instituições filosóficas ainda ativas na atualidade – foi sua extrema facilidade de conceber as mais disparatadas idéias.

Como exemplo, citaremos apenas uma, concebida por um dos “mestres” de uma sociedade, que chegou a contar com 40.000 associados em todo o mundo. Essa idéia consistia em preparar um jovem hindu para servir de instrumento ao “Sr Maitreya” (?), o novo Cristo ou grande mestre que, segundo eles, deveria revelar-se ao mundo através desse discípulo, para dar um novo impulso à evolução e revelar ensinamentos completamente desconhecidos até então! Felizmente, esse jovem – dotado com alguma luz própria – percebeu a tempo a farsa espiritualista de que estava sendo vítima, negando-se terminantemente a levá-la adiante.

Outros, depois de muito procurarem e especularem intelectualmente, caíram num estado de apatia ou depressão dolorosa, muito semelhante ao desequilíbrio mental, consumindo grandes quantidades de álcool, adquirindo hábitos estranhos, chegando ao extremo de negar publicamente a existência das Escolas Superiores, dos métodos e sistemas de desenvolvimento espiritual, bem como dos Mestres que revelaram esses ensinos ao mundo. Apenas uma minoria muito seleta indicou o lugar para onde os verdadeiros ensinos deveriam conduzir o discípulo: para o interior de si mesmos!

Não citaremos os nomes dessas pessoas, nem das organizações por eles fundadas, indicaremos apenas a fonte de onde extraímos estas informações, para que os interessados possam tomar conhecimento das idéias extravagantes divulgadas por alguns desses pretensos ocultistas.

Como, “não há nada encoberto que não venha a ser revelado…” recomendamos aos interessados a leitura da obra do Sr. Peter Washington, – “O Babuíno de Madame Blavatski” – publicada pela “Editora Record”. A obra de Mary Lutyens, – “Os Anos do Despertar” – publicada pela Editora Cultrix, bem como de uma coleção composta por 23 volumes, publicada alguns anos atrás pela Editora Abril, intitulada – “Mistérios do Desconhecido” – na qual, em um de seus volumes – “Seitas Secretas” – encontram-se as biografias de vários desses mestres.

Ao recomendarmos a leitura dessas obras, não vai da nossa parte nenhuma intenção de atacar quem quer que seja, mas apenas levar ao conhecimento dos interessados o que pode fazer um ocultismo sem Deus, sem consciência, sem Amor e sem Virtudes! Para que possam comparar o nível e a qualidade das idéias filosóficas expostas por estes “abalizados mestres (as)”, com os princípios sábios, profundos e sublimes apresentados pela “Venerável Ordem Rosacruz“, a Escola de Mistérios do Ocidente, confiando que os verdadeiros estudantes não a confundirão com a “AMORC”, pois esta não é uma “Escola autorizada”, mas apenas uma organização comercial, que indevidamente apropriou-se desse nome sagrado.

Ainda mais, para que notem as diferenças entre os especuladores comuns (intelectuais) e os psíquicos negativos (médiuns) – erroneamente denominados ocultistas – com a dos verdadeiros Iniciados como o Sr. Max Heindel, por exemplo, o insigne e Iluminado Mensageiro dos “Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz”, cuja autoridade, caráter e honestidade estão acima de qualquer suspeita.

O que mais nos chamou a atenção ao ler essas biografias (inclusive a do Sr. Max Heindel) é que, contra ele não foi encontrado nenhum “porém” que pudesse macular ou denegrir seu nome e sua obra! Por essa razão deu-se pouca importância ao seu trabalho, o que impediu de incluir seu nome entre os “grandes ocultistas do século XX”.

É uma verdade comprovada que os valores reais quase nunca são reconhecidos e levados a sério pela mentalidade mundana! Diz Eliphas Levi que, “O belo é sempre simples; a verdade parece coisa ordinária; e o justo passa desapercebido porque não molesta a ninguém. A ordem nunca é notada; é a desordem que atrai a atenção, porque é embaraçosa e gritadora”.

Sem dúvida o Grande Mago do século XIX tinha razão. O nível psicológico do homem comum, materialista e astucioso, é incapaz de sentir e avaliar a grandiosidade dos verdadeiros sábios; a astúcia e o egoísmo que o caracteriza não lhe permite captar as verdades espirituais divulgadas por estes, seu acanhado nível mental o impede de compreende-los e, por essa razão seus ensinos são praticamente desconhecidos, embora se encontrem em todas as livrarias!

Os homens limitados aos sentidos físicos (mesmo sendo cultos), cujas consciências encontram-se enfocadas apenas nas formas ilusórias do mundo fenomenal, com raras exceções, sempre se sentirão atraídos para os charlatões e ilusionistas, especialmente para aqueles que falam com desenvoltura e que enganam as pessoas de boa fé subtraindo-lhes seu haveres. Estes são os ídolos da mentalidade mundana, considerados espertos, inteligentes e até sábios!

Em todos os tempos se deu maior destaque aos que estão ou estiveram envolvidos em escândalos, fraudes e falcatruas de toda a ordem e até mesmo com rituais de magia negra e, quando se procura mostrar essa realidade, seus simpatizantes se negam a aceitá-la e até os defendem! A verdadeira Ciência Esotérica, assim como os Grandes Mestres que a divulgam são praticamente desconhecidos, pois estes não folgam com a mentira, com o lucro e o sensacionalismo barato.

Diante da opção de escolha entre Cristo e Barrabás, o mundo, sem dúvida elegerá Barrabás! O destino dos grandes homens é passarem desapercebidos entre as multidões do seu século, porém seus ensinos não se perdem, eles permanecem e se projetam para a eternidade, por estarem alicerçados na Verdade, no Amor e na justiça! Por essa razão a Filosofia Rosacruciana, apresentada ao mundo ocidental em 1909 pelo Sr. Max Heindel, é praticamente desconhecida por uma grande parte daqueles que se dizem estudantes de ocultismo!

No decorrer deste trabalho, tentaremos mostrar ao estudante que o homem comum, não passa de um reflexo fugaz de consciência; que todo o reflexo se manifesta de forma inversa à realidade que o produz, sendo esta a causa que faz com que os homens vejam tudo ao contrário da realidade!

Tudo indica que é chegado o tempo de proclamar a verdade em alta voz; de revelar o que estava oculto, para que tudo que não esteja em consonância com a Verdade de Deus revelada por Cristo, caia definitivamente para não mais se erguer.

Cristo, caia definitivamente para não mais se erguer. Podemos lamentar, porém, não nos impressionarmos absolutamente ao tomar conhecimento destas informações, já que conhecíamos, em alguma extensão, as idéias sustentadas por estes “mestres”, portanto, seus frutos eram previsíveis. Todavia, elas são de grande utilidade, pois serviram para reforçar nossas convicções de que o intelecto, sem a revelação do Espírito, só pode levar a saturação mental, a fantasia e a dúvida sobre a veracidade de todos os ensinos. A prática tem comprovado que a mente divorciada do coração não pode chegar ao conhecimento de verdade alguma e, muito menos, receber o impulso dinâmico que desperta no homem o Amor por Deus e pelo Próximo!

Sem a revelação do Espírito é impossível erguer a compreensão acima da letra morta de qualquer ensinamento e distinguir a verdade da mentira, o sonho e a fantasia da realidade, a distinção entre os fatos históricos e o sentido simbólico das Escrituras! Sem a revelação interior o homem não pode chegar ao conhecimento da verdade, permanecendo indefinidamente no nível da ilusão e da mentira sensorial, mesmo sendo filiado à maior religião da terra!

Voltamos a repetir que o esoterismo começa aonde termina a investigação intelectual, isto é, quando cessam de afluir à mente as impressões captadas pelos sentidos físicos, que hão de ser substituídas por outro tipo de impressões derivadas de um nível de compreensão mais elevado, que só pode ser encontrado no plano onde reside a sabedoria do Espírito (Maná Escondido)!

Dessa fonte de informações internas procede a revelação, intuição ou iluminação, também conhecida como “Entendimento Espiritual”. Rogamos aos estudantes para não confundirem a “Intuição” com a fantasia intelectual da mente concreta, pois esta conclusão os levaria a incorrer em graves e lamentáveis enganos, como aqueles que ocorreram com alguns dos pretensos ocultistas do passado, considerados ainda hoje pelas opiniões desautorizadas como os grandes magos do século XX.

O que o investigador sincero mais necessita é a “certeza do conhecimento” e, quando este é proveniente da “Fonte Interna”, ele se reveste de uma tal convicção e autoridade (sentida até pelas pessoas descrentes) a qual, não se deixará abater nem enganar por nenhuma idéia contrária, por mais bela e sofisticada que possa ser.

São Paulo chamou a esta faculdade espiritual, “A Mente de Cristo”, prometida a todos aqueles que se convertem em verdadeiros discípulos do seu Cristo-Interno; a todos que recebem o “Paráclito” ou o “Espírito da Verdade” em suas consciências e que, por essa razão, não se iludem mais com as aparências, e muito menos, com as insinuações do intelecto ou mente carnal.

O despertar do “Paráclito” no interior da alma humana faz aflorar no homem o “Espírito de Caridade”, isto é, o Amor, o respeito e a consideração devidas a Deus e ao próximo! É preciso que se diga que o Espírito de Caridade é humilde, respeitoso, paciente e despretensioso e, sobretudo, não faz negócio com a boa fé dos seus irmãos!

O homem mais avançado, quer pertença a linha intelectual ou mística, começa a notar que os ensinos dos saduceus e fariseus (cientistas, intelectuais e teólogos) carecem de autoridade espiritual, ou seja, da “certeza do conhecimento” por não estarem ancorados na “investigação direta”, proporcionada pela Iniciação, portanto, falta-lhes o “Espírito da Verdade”, que os distinguirão sempre dos ensinos incompletos ou relativos.

O intelecto, por mais penetrante que possa ser, poderá rodear a porta do templo do Espírito procurando por uma brecha que lhe de acesso ao seu interior, entretanto, por mais louváveis que sejam os seus esforços, esta jamais se abrirá ante a audácia dos seus assaltos!

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O comércio dos fariseus

O comércio dos fariseus

Ennio Dinucci….

Os versículos 13 a 25, do segundo capítulo do Evangelho de João, referem-se a este nível psicológico inferior que poderia ser definido como “Mercadologia Interna”, responsável pelo mau emprego dos ensinos superiores, comprovando praticamente que a realidade exterior será sempre a projeção de um estado de alma positivo ou negativo, quer seja individual ou coletivo.

A mentalidade farisáica de todos os tempos sempre se sentiu tentada a mercadejar as coisas sagradas, em proveito próprio ou de grupos organizados, dissimulados por uma fé hipócrita e sensacionalista, que emprega a astúcia como principal meio para atrair as massas populares.

Na atual época, especialmente, é comum a organização de poderosas empresas religiosas e filosóficas, em franca concorrência umas com as outras na exploração vergonhosa da credulidade pública. Jesus, a Bíblia, os Evangelhos e as tradições ocultas mais sagradas são empregados abusivamente pelos empresários religiosos, como propaganda sugestiva que sempre produz efeitos favoráveis, proporcionando um rápido e vantajoso retorno financeiro.

Observe-se, como exemplo, o império religioso que foi construído na cidade de “Aparecida do Norte”, e a quantidade de dinheiro que é recolhido pela igreja católica nas festividades dedicadas a “padroeira do Brasil”. A São Judas Tadeu foi dedicado o dia 28 de cada mês, em que sua igreja localizada no bairro do Jabaquara permanece lotada durante todo o dia. Tudo isto, sem considerar outros cultos igualmente lucrativos, como: a do Sto. Expedito, Nossa Sra. de Fátima, Sto. Antônio, São Francisco, além de outros ídolos, com destaque especial dessa pantomima carnavalesca e infeliz comandada pelo Padre Marcelo, e por sua “eminência reverendíssima”, o Bispo de Sto. Amaro. Cremos que isto seja suficiente para que se tenha uma noção da exploração astuciosa feita em nome da ingênua fé popular!

Mas o comércio não pára por aí. Existem, ainda, os grandes movimentos bíblicos e evangélicos, como a igreja universal do reino de Deus; a igreja Deus é amor; a igreja renascer; os mórmons, etc. que, a exemplo da igreja católica romana estão promovendo uma gigantesca negociata em nome de Deus!

Paralelo ao comércio religioso encontram-se as empresas esotéricas como a AMORC, por exemplo, e uma infinidade de escolas(???) e centros espiritualistas das mais variadas linhas filosóficas que também estão faturando alto, vendendo elevados conhecimentos esotéricos relacionados com os “Druídas”, os Essênios, com o Conde de Saint-Germain, com os altos iniciados do antigo Egito, da Índia e da Caldéia, além de poderes espirituais e iniciações a todos aqueles que são suficientemente tolos para acreditar nas suas arengas.

Causa espanto quando se observa o vergonhoso e sórdido comércio que tais empresas desenvolvem! O mundo nunca viu tantas pessoas interessadas na salvação das “pobres almas humanas”, como na atualidade!

Como já vai longe a época em que se faziam sacrifícios de animais para remissão dos pecados, não se vendem mais bois, ovelhas e pombas nos templos, os tempos mudaram; em compensação vende-se imagens de gesso, estampas coloridas (santinhos), velas, fitas, medalhas, terços, membros humanos de cera, pílulas com orações escritas em seu interior, que estão fazendo a fortuna dos “cambistas” e das organizações comerciais as quais eles pertencem!

Segundo a lei da analogia “o que está fora é semelhante ao que está dentro”, e isto faz supor que todo esse movimento comercial que está infiltrado nas coisas sagradas, não passa do reflexo de um estado de alma inconsciente e irresponsável, totalmente dominado pelo materialismo e pelo personalismo egoísta e astucioso, que viu nas religiões um meio fácil de controlar as massas e fazer fortuna.

O Templo Interior que, segundo São Paulo é o sacrário do Espírito Santo, foi ocupado pelos “cambistas e seus animais”, transformando-o num super mercado, que reflete no exterior toda a sua abominação e insensatez! A falta de respeito por Deus e por si mesmo é a principal causa da mercantilização que observamos nos movimentos religiosos. A rigor, o único deus que essa mentalidade utilitária respeita é “mammon”, o deus do dinheiro que confere glória e poder mundano!

É evidente que ao denunciar este estado de coisas, não vai da nossa parte a mínima intenção de acabar com ele, pois conhecemos muito bem a mentalidade que norteia os atos dos escribas e fariseus contemporâneos, bem como dos inventores de escolas e de filosofias espiritualistas.

Sabemos por experiência pessoal que o caminho do esoterismo é apertado e difícil, impossível, portanto, de ser percorrido por indivíduos de mentalidade pervertida, que fazem do lucro fácil a razão das suas atividades! Queremos, entretanto, deixar manifesto o nosso protesto, para que não se venha a dizer mais tarde que ninguém enxergou nada, ou que, sob o pretexto de não atacar nenhuma organização, estamos compactuando com este comércio sórdido e ilícito desenvolvido na atualidade.

O primeiro estágio da Iniciação Cristã começa com o batismo ou preparação psicológica (Metanóia), que dá início à purificação do interior do templo, a fim de expulsar os cambistas (idéias negativas) que constituem os “elementos psíquicos” carregados com Forças de Repulsão (animais), responsáveis pela mediocridade e baixo nível da mentalidade humana.

O estudante só poderá avançar, efetivamente, quando compreender e puser em prática as palavras do Salvador: “Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai (Espírito) casa de negócio”.

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Ciência Esotérica

Ciência Esotérica

O Interior e o Exterior

A Filosofia Rosacruciana, assim como as tradições esotéricas da antiguidade, são unânimes em afirmar que o homem não é apenas o lado exterior visível com o qual se identifica completamente, mas uma consciência num certo grau evolutivo que o distingue dos demais reinos. Entretanto, esta faculdade maravilhosa está envolvida pelo mistério mais profundo, desconcertando os estudiosos quando se veem obrigados a reconhecer que pouco sabem a seu respeito. Só a Ciência Esotérica, tem autoridade para retirar os véus que ocultam sua origem. Segundo ela, a consciência seria o reflexo “separado do Espírito” ou Luz espiritual, existente no interior de cada ser humano, de onde é extraída a vida e a inteligência, como também o poder mental e sentimental postos a serviço do homem. É claro que os sábios acadêmicos, recusam-se a aceitar as verdades promulgadas pelo ocultismo e, até certo ponto, é compreensível essa recusa. Sua ciência, relativa e materialista, os impedem de levar a sério qualquer outra ideia que não se apoie na investigação sensorial e intelectual. Suas teses são montadas com informações provenientes desse nível e por essa razão, as conclusões a que podem chegar, serão sempre relativas e materialistas. Porém, não importa quais sejam suas opiniões a respeito, ou o que o homem comum possa pensar desta afirmação esotérica. Dia virá em que os sábios mundanos terão que adotá-las, uma a uma, curvando-se respeitosamente diante das grandes verdades, apresentadas pelos Magos em todos os tempos.

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Astrologia e Astronomia

Astrologia e Astronomia

Aviso aos estudantes

Ennio Dinucci….

Para evitar a possível formação de idéias errôneas a respeito dos ensinos astrológicos, informamos que a descrição das influencias planetárias sobre o planeta Plutão, inserida posteriormente na obra “A MENSAGEM DAS ESTRELAS”, na pagina 411 (Edição brasileira, da Fraternidade Rosacruz do Brasil, Editora O Pensamento), não é de autoria do Sr. Max Heindel.

É de lamentar que tal fato tenha ocorrido, por se tratar de uma obra Rosacruciana de suma importância, no campo da interpretação astrológica. Tal atitude não só revela falta de ética filosófica, como também, desrespeito à memória do autor, que jamais autorizaria essa descrição.

Na realidade, nem mesmo a Astronomia, até o presente, tem qualquer informação exata quanto à identidade deste Astro – se é um planeta, uma lua ou um bloco de gelo e pedra girando no espaço. As investigações mais recentes fizeram com que a ciência se inclinasse mais para esta última hipótese.

A descrição acima referida é de responsabilidade exclusiva da “The Rosicrucian Fellowship”, organização fundada em 1912, pelo Sr. Max Heindel, autor dessa obra. Esta organização – originalmente uma Escola Esotérica – após a passagem do seu fundador para os Mundos Espirituais (1919), afastou-se consideravelmente das diretrizes estabelecidas pelo Mestre, abdicando do regime escolar e adotando os métodos próprios de uma igreja. (Non sectarian church)

Embora a Sede Mundial nos Estados Unidos (Oceanside), a exemplo de outros astrólogos modernos, insistem em conferir a este corpo celeste as mais descabidas influências, a “Fraternidade Rosacruciana São Paulo”, não reconhece nestas interpretações a menor autoridade. Elas não passam de especulações filosóficas sem sentido que não correspondem aos ensinos do Ocultismo Tradicional, e muito menos à orientação deixada pelo Sr. Max Heindel, insigne mensageiro da Ordem Rosacruz.

Para averiguar nossas informações, basta consultar as edições mais antigas desta obra editadas nos idiomas Inglês e Castelhano, além de outros.

Artigo publicado no Órgão informativo da Fraternidade Rosacruciana São Paulo em Abril de 1997, “Boletim Rosacruciano”

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As verdadeiras e falsas Escolas

As verdadeiras e falsas Escolas

“Não se colhem uvas dos espinheiros nem figos dos abrolhos” (Mt7:16)

Ennio Dinucci ….

“No século XIV, apareceu na Europa Central um Grande Mestre Espiritual cujo nome simbólico era “Christian Rosenkreuz ou Cristão Rosacruz”, que fundou a misteriosa Ordem Rosacruz, a respeito da qual tantas hipóteses se têm levantado, sem que algo relevante tenha chegado ao conhecimento do mundo em geral, pois ela é a “ESCOLA DE MISTÉRIOS DO OCIDENTE” e se abre unicamente para aqueles que alcançaram o estágio de desenvolvimento espiritual necessário para ser Iniciados nos seus segredos, relativos à ciência da vida e do ser.

Nos séculos transcorridos desde que foi formada a Ordem Rosacruz, seus membros têm trabalhado secreta e silenciosamente desde os planos espirituais, esforçando-se para modelar o pensamento da Europa Central, mediante as Obras de Paracelso, Jacob Boheme, Bacon, Shakespeare, Fludd e outros. Às suas atividades devemos todos nós a espiritualização da nossa ciência, antes tão materialista.

Com o início do século XX, deu-se um novo passo à frente. Ficou estabelecido que algo deveria ser feito para tornar científica a religião, assim como espiritualizar a ciência, com o propósito de, no final, ambas se harmonizarem, considerando que hoje em dia o coração e o intelecto estão divorciados. Com o propósito de proporcionar ao mundo um ensino harmonioso que satisfaça a Mente e o Coração, foi necessário encontrar um mensageiro e instruí-lo.

Era necessário que ele reunisse determinadas qualidades extraordinárias; o primeiro escolhido fracassou ao não passar por certa prova, depois de ter passado vários anos sendo preparado para esse trabalho”

O trecho acima é de autoria do Sr. Max Heindel sobre o qual recaiu a segunda escolha. Foi ele o Mensageiro escolhido e preparado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz para divulgar seus ensinamentos, cujo intuito é o de despertar os poderes latentes do homem e de estabelecer uma união entre o coração e a mente, sem o que, segundo São Paulo, o conhecimento de todos os Mistérios é inútil.

Através dele o mundo pode conhecer algo definido a respeito da – tão falada, e ao mesmo tempo – tão desconhecida Sociedade, e por meio do estudo da obra básica monumental, “Conceito Rosacruz do Cosmos”, recebida diretamente dos Irmãos Maiores da Ordem, é possível a todo o estudante interessado encontrar respostas às perguntas que assediam a todos os homens e mulheres inteligentes:

QUEM SOU EU? DE ONDE VIM? QUE ESTOU FAZENDO AQUI AGORA? PARA ONDE IREI DEPOIS DA MORTE? Graças aos seus ensinos e a sua dedicação os estudantes interessados podem contar com uma orientação segura, científica e religiosa ao mesmo tempo, que lentamente, mas seguramente, eliminará o materialismo crasso da ciência e as obscuridades do dogma religioso.

Ao grande INSTRUTOR, ILUMINADO e INICIADO pela OREM ROSACRUZ, todo o reconhecimento e gratidão dos Estudantes da Fraternidade Rosacruciana São Paulo. Rendemos a ele o preito do mais profundo respeito e gratidão, por todo o sacrifício realizado pelo bem da humanidade. Esta, um dia compreenderá a grandiosidade da alma deste autêntico Cristão que deu sua vida em prol da divulgação da verdade.

Nossa homenagem e gratidão se dirige também à figura excelsa e saudosa do nosso grande Amigo e Instrutor Professor Lourival Camargo Pereira, batalhador incansável na defesa do bem e da verdade, estudioso profundo, que com seu verbo poderoso enxertou em nossas almas o Evangelho da Vida Eterna, libertando-a do medo da morte.

O Professor Lourival foi o fundador e Instrutor da Fraternidade durante 61 anos, passando para os mundos espirituais em agosto de 1990. Foi com ele que demos os primeiros passos decisivos no estudo e entendimento da Filosofia Rosacruciana, que nos abriu perspectivas maravilhosas nunca imaginadas antes! Deus lhe pague Irmão Instrutor pela abertura de Consciência que nos proporcionou; pela amizade invariável e fraternal que sempre demonstrou praticamente por todos os seus estudantes. Oxalá possamos pagar-lhe ao menos em parte o débito contraído, conduzindo a Escola que nos fez herdeiros, dentro da linha traçada pelo seu entendimento, absolutamente fiel aos ensinos divulgados pelo Sr. Max Heindel que, com amor e carinho nos soube transmitir. Receba o abraço fraternal de todos os seus discípulos.

Este site tem por finalidade dar alguns esclarecimentos que julgamos oportunos, pois os fatos indicam que há um equivoco muito grande relacionado com o nome “ROSACRUZ”. Este título misterioso tem despertado o interesse e a curiosidade de muitos investigadores e, embora seja muito divulgado na literatura esotérica do mundo ocidental, ele não representa mais – principalmente na atualidade em que o adultério filosófico tomou conta da sagrada ciência – nenhuma garantia de autenticidade.

O vinagre nunca se transformará em vinho de qualidade pelo fato de aplicarmos no recipiente que o encerra, o rótulo de uma marca de vinho consagrado pela sua alta qualidade. Mesmo que esta marca fosse registrada e os falsificadores se outorgassem direitos sobre ela, nem assim, o vinagre poderia ser considerado como vinho de qualidade, por não passar de uma degeneração do produto original.

Esse mesmo exemplo pode ser aplicado às Escolas esotéricas, pois o vinho sempre foi considerado um símbolo dessas instituições de ensino superior. O vinagre ao contrário, simboliza as falsas instituições ou pseudo-escolas que se apropriam de um ensino ou de um nome sagrado que não lhes pertence absolutamente, usando-o como se fosse sua propriedade e servindo-se dele como bandeira de propaganda para atrair os incautos e ocultar intenções puramente comerciais, que fazem a fortuna dos seus organizadores. Seguindo o exemplo de “Simão o mago”, estão sempre na expectativa de um bom negócio.

Os ensinos apresentados pelas pseudo-escolas Rosacruzes não têm nenhuma afinidade espiritual e psicológica com os legítimos métodos de desenvolvimento espiritual apresentados pelos Evangelhos de Cristo e pela Ordem Rosacruz. Eles têm desviado muitas pessoas do conhecimento da verdade que, com a boa fé que caracteriza certa classe de pessoas, têm a desventura de se alistarem em suas fileiras, iludidos por uma propaganda enganosa que lhes prometem poderes ocultos, como Clarividência, Iniciação, desdobramentos, poderes psíquicos, etc.

Tudo nessas falsas escolas tem seu preço em dinheiro, evidentemente! Suas vítimas, além de pagarem taxas de inscrição, pagam por todas as instruções recebidas, convencidos de que, com tais práticas e exercícios conquistarão o Reino dos Céus ou os pretensos poderes que almejam, ignorando que esse reino prometido pelo Esoterismo só pode ser conquistado pelo sacrifício das ilusões, pelo Amor e pela Inteligência, ambos filhos da Liberdade de consciência!

A Fraternidade Rosacruciana São Paulo dedica-se desde sua fundação em 1929, exclusivamente ao ensino da Filosofia Rosacruciana e dos Evangelhos, procurando auxiliar fraternalmente a todos aqueles que se aproximam da sua Corrente.

Diz a sabedoria de todas as idades que o tempo prova a importância ou a inutilidade de todas as coisas. Só ele comprovará o valor dos ideais humanos, assim como a firmeza, o caráter e a persistência dos seus idealizadores! Será sempre o tempo que demonstrará o valor e o alcance dos ideais altruístas, ou os resultados negativos produzidos pelas falsas idéias que desencaminham e arruinam a mentalidade dos homens. É por esse motivo que os Evangelhos afirmam que a árvore se conhece pelos frutos que produz.

Uma árvore boa não pode produzir um fruto mau, assim como uma árvore má não pode produzir um fruto bom e, seguindo a mesma linha de raciocínio poderia-se afirmar que, uma Escola autêntica só pode conduzir seus estudante ao conhecimento da verdade, ao passo que uma pseudo-escola só pode promover a fraude e a mentira. É claro que tanto uma como a outra demonstram o seu valor ou a sua nulidade com o correr do tempo, as leis da natureza são sempre justas e invariáveis.

As ações humanas serão sempre a exteriorização de uma condição interna estabelecida pelas idéias, assim como o fruto é a exteriorização ou expressão máxima da árvore. O mesmo princípio rege também as Escolas Esotéricas. O que é a Fraternidade Rosacruciana São Paulo? É uma Escola constituída por homens e mulheres conscientes, reunidos em nome de um IDEAL ou VERBO que amam e respeitam, constituindo-se numa diretriz segura a todos os seus esforços, quer sejam individuais ou coletivos.

A conjugação dos interesses e aspirações superiores da coletividade, estabeleceram com o passar dos anos, uma “CORRENTE ESPIRITUAL” com grande capacidade de realização. O ocultismo da o nome de “Egrégora” ou “Alma Coletiva” a esta base de forças mentais e emocionais sabiamente acumuladas. Ela representa o patrimônio mais precioso de uma legítima Escola, pois através dela chega a cada estudante o apoio e o estimulo que cada qual necessita para alcançar o êxito. A união faz a força!

Para que esta Egrégora pudesse ser formada e constantemente alimentada, é imprescindível que esteja de acordo com a LEI, com a VERDADE e com os ensinamentos de Cristo, o Guia que rege a presente fase da evolução humana, daí a frase proferida por Ele há tanto tempo e que ainda não foi compreendida:

“Aonde dois ou mais homens se reunirem em meu nome, aí estarei eu no meio deles”. Que significa reunir-se em seu nome? Significa logicamente estar de acordo com os princípios que esse nome representa, ou seja: A VERDADE, A RAZÃO, A LÓGICA, O BOM SENSO, O AMOR, A SERIEDADE, A JUSTIÇA, O ESTUDO SÉRIO, A HONESTIDADE, A FRATERNIDADE, etc.

Não é possível admitir em sã consciência que em nome de Cristo se faça negócios, se explore o próximo e se engane os desprevenidos. Uma genuína Escola esotérica só poderá chegar ao sucesso se estiver apoiada sobre os fundamentos que esse nome representa.

Os fundadores da Fraternidade Rosacruciana São Paulo, seguiram os conselhos do Mestre atendendo o seu mandamento, eis a razão do sucesso da Fraternidade através de todos estes anos; eis o motivo que a mantém viva e atuante com entusiasmo sempre renovado desde 1929. Em toda a sua existência ela nunca se desviou por um só momento dos seus objetivos mais sagrados! Nunca teve qualquer outra preocupação, a não ser a de trabalhar na Seara do Senhor ensinando a verdade que liberta e emancipa o homem, procurando convertê-lo numa nova criatura em Cristo.

A Fraternidade Rosacruciana São Paulo é uma Escola independente; não está subordinada a nenhuma outra organização. Não atende a nenhuma orientação que não seja a de Cristo e a dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, através do Sr. Max Heindel.

Seus estudantes podem proclamar em alta voz que o fruto produzido pela Fraternidade é da mais alta qualidade tendo a certeza absoluta que são do agrado do Pai Celeste. Cada irmão é a expressão ou fruto dessa grande árvore chamada “Escola Rosacruciana”; são eles que, através dos seus atos de amor, de fraternidade e solidariedade confirmam o valor da Filosofia, por terem alcançado um alto nível de Consciência e Entendimento!

A Fraternidade não cobra taxas de inscrição, não vende ensinamentos nem instruções, não faz negócios. Uma Escola Esotérica que comercializasse seus ensinos não mereceria o nome de Escola e não teria nada que valesse a pena ser pago. Também não é feita qualquer propaganda em jornais e revistas, não são dadas entrevistas em rádio e televisão; não é pedido aos seus associados que divulguem pela palavra falada ou escrita os ensinos que receberam para atrair mais pessoas.

Desde sua fundação nunca lhe faltou qualquer recurso para dar continuidade ao seu trabalho, graças a Deus e graças aos corações generosos dos seus alunos que compreenderam a necessidade de espontaneamente auxiliarem a sua Escola.

Como Instituição dos “Filhos do Fogo” (que não deve ser confundida com uma igreja) sua porta estará sempre aberta a todas as pessoas que quiserem se aproximar. Não são feitas discriminações de raça, credo, cor ou posição social. Todos são recebidos indistintamente com o maior carinho e espírito fraternal. O ensino é igual para todos, não há privilégios. Porém, é sabido que os homens não são iguais psicologicamente e que, nem todos estão preparados para receber e entender os ensinos superiores, mesmo possuindo um intelecto de primeira grandeza ou muita cultura acadêmica. É preciso não confundir conhecimento com entendimento.

Nicodemos era um grande intelecto, um doutor da lei e não entendeu a Cristo quando este lhe perguntou se lhe importava nascer de novo. Por essa e outras razões não existe a preocupação com o número de filiados. A quantidade não tem a menor importância! A experiência de muitos anos tem demonstrado que este caminho é para poucos, e que sempre é difícil caminhar por ele.

O objetivo dos ensinos Rosacruzes consiste em formar novas mentalidades alicerçadas na verdade, homens e mulheres conscientes da sua condição espiritual. Essas serão as elites que dirigirão o mundo do futuro, elites estas, não medidas pela posição social ou saldo disponível no Banco. Não! Não é a essa elite que a Escola Rosacruciana pretende dar continuidade, uma vez que, as que se apoiaram apenas nesses valores duvidosos, falharam lamentavelmente!

O mundo nunca teve tanta necessidade de lideranças autenticas como na atualidade e estas, deverão ter por fundamento uma “Pedra” chamada “CONSCIÊNCIA”, cujas qualidades são confirmadas pelas ações e não por aparências hipócritas que se traduzem por um palavrório rebuscado, porém, sem qualquer autoridade moral.

Essa elite será formada por homens que conhecem a verdade e que a verdade os tornou livres, conforme a promessa formal do mais poderoso dos “Iniciadores” (Cristo). Essa elite logicamente será formada pela qualidade anímica e não personalística!

Os Evangelhos aconselham os homens a deixar brilhar a própria luz para que ela seja vista pelos homens. Ora, a palavra luz significa “Consciência” e o grau de Consciência de um homem é avaliado não só por aquilo que pensa e diz, mas sobretudo, por aquilo que ele é e faz.

Será sempre a ação que classificará ou desclassificará um indivíduo. Quando as Escrituras pedem ao homem que deixe brilhar a sua luz para que ela seja vista pelos outros homens, lhe pede simplesmente que ame ao seu próximo, que o respeite, que o trate com misericórdia, amor e espírito de fraternidade, pois apesar de todas as mazelas da falsa personalidade, eles são seus irmãos, pois todos são filhos de um mesmo Pai comum que é Deus!

Essa forma de agir, é a única que poderá da testemunho da “Luz”, da Consciência gerada na base do Amor e da Inteligência. O mundo tem necessidade de exemplos e não apenas de retórica e enfeites literários que nunca saem do papel e da boca, e que nunca se confirmam por atos.

A melhor propaganda que um esoterista consciente pode fazer da sua Escola, é viver no dia a dia junto ao seu próximo, os ensinos recebidos dos Evangelhos e da Ordem Rosacruz. Para tanto, não é necessário estar falando sobre eles, causando muitas vezes um certo constrangimento ao próximo! Será sempre a ação reta, positiva e justa que dará ao discípulo a autoridade que será sentida por todos e que jamais poderá ser contestada.

A essa forma correta de agir foi dado o nome de “Espírito de Caridade”, representante do próprio “Espírito de Deus” agindo através do homem; é “Amor” traduzido por atos!

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Adulteração de Ensino

Adulteração de Ensino

Ennio Dinucci….
Irmão Presidente e Instrutor (1990-2014)

“Conjuro-te diante de Deus e de Cristo-Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino. Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faz a obra de um evangelista, cumpre bem o teu ministério”. (Segunda Epístola de Paulo a Timóteo Capítulo 4)

A revista trimestral de Esoterismo intitulada “ROSACRUZ”, órgão editado pela Fraternidade Rosacruz de Portugal, entidade filiada à “THE ROSICRUCIAN FELLOWSHIP” sediada na cidade de Oceanside, Califórnia U.S.A., publicou em seu número de abril, maio e junho de 1995, um curioso artigo escrito por uma senhora, que tem aparecido com freqüência nas instruções editadas pela Sede Mundial americana e centros filiados. Tomamos a liberdade de transcrever trechos desse artigo, que tem o título bastante sugestivo: “A Imaculada Conceição. A Iniciação pelo Ar”. Além desse artigo, temos lido vários outros publicados pela sede mundial americana enviados como “Lições mensais de Filosofia” aos estudantes da “Ex-Escola Esotérica de Oceanside”, que depois da passagem do Sr. Max Heindel para os Mundos Espirituais, passou a denominar-se “NON SECTARIAN CHURCH” (Igreja não sectária). O artigo, publicado pelo centro filiado de Portugal, é de autoria da Sra. Corinne Heline (já falecida) fundadora e diretora da “The New Age Inc.”. Suas obras não só foram adotadas pela “Fraternidade Rosacruz Americana”, como postas em nível de igualdade com os ensinos do Sr. Max Heindel, refletindo claramente em que bases estão sendo interpretados os ensinos Rosacruzes, enviados aos estudantes de todo o mundo. Não temos nenhuma dúvida em afirmar, pois os artigos falam por si mesmos, que a Sede Central americana e seus centros filiados seguem a mesma linha negativa e eclesiástica que assumiu o comando da organização a partir de 1919, época esta, em que a sua direção, a exemplo das igrejas, celebrava casamentos, batizados e ofícios fúnebres. Nos últimos anos o “Conselho Eclesiástico” (título adotado na época) passou a denominar-se “Conselho Esotérico”, porém, tudo indica que a “The Rosicrucian Fellowship” continua a ser a mesma “igrejinha não sectária” afinada com as idéias da Sra.Corinne Heline, sua porta-voz mais proeminente e “sábia”, cujo “ideal mariano” foi enxertado sem nenhum discernimento nos ensinos deixados pelo Sr. Max Heindel.

Não tencionamos passar a idéia que somos os donos da verdade, e muito menos que nossas conclusões sejam as únicas que devam ser tomadas em consideração, longe disso. Nossos pontos de vista pessoais cessam de existir diante da excelência dos ensinos rosacrucianos. Não amamos e nem nos encantamos com as nossas próprias idéias. Procuramos nos manter mentalmente receptivos a toda e qualquer “idéia superior”, venha de quem vier. Não concordamos, entretanto, com as opiniões infundadas e caprichosas de quem quer que seja, e muito menos com os sonhos e divagações filosóficas da sra. Corinne Heline e da Sede Mundial de Oceanside, que ao herdarem o patrimônio físico da organização, não herdaram a sabedoria dos ensinos legados pelo seu excelso fundador.

Numa passagem evangélica, os fariseus pedem a Cristo que repreenda os seus discípulos, provavelmente por não concordarem com eles, e o Mestre lhes respondeu: “Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 19:40). Consideramo-nos os mais humildes discípulos de Cristo, porém, com o entendimento suficiente para não compactuar com interpretações absurdas que estão sendo dadas à Filosofia Rosacruciana. Com o intuito de que a Fraternidade Rosacruciana São Paulo (FRSP) não venha a ser acusada de conivência com a direção clerical e feminina que se apossou da sede central americana, ela vem a público pela primeira vez através da Internet, para denunciar aos verdadeiros estudantes, de todo o mundo, o adultério filosófico que está sendo praticado com os ensinos da Sabedoria Ocidental, da Ordem Rosacruz. A autoridade para fazer esta denúncia, tem como fundamento a própria Filosofia Rosacruciana, que há bastante tempo está sendo desfigurada e adulterada, lamentavelmente, por pessoas que não sabem o que estão fazendo. Queremos que fique bem claro que a FRSP é uma congregação dos “Filhos do Fogo”, portanto, não é uma igrejinha disfarçada. Ela não se apóia nos caprichos filosóficos de quem quer que seja, uma vez que seus ensinos são patrimônio sagrado da Ordem Rosacruz e dos mestres mais conceituados de todos os tempos, cuja autoridade ficou comprovada pela experiência pessoal e coletiva. A grande missão da FRSP é divulgar os ensinos da Ordem Rosacruz em toda a sua pureza, guardando-se de acrescentar às suas bases o produto infeliz da pretensão pessoal e da fantasia espiritualista. Ao ler as afirmações que serão transcritas adiante, o estudante consciente e independente, não terá dificuldade em perceber que, não é mais o ideal positivo, maçônico e masculino, que norteia os destinos da “Fraternidade Rosacruz de Oceanside”, mas as aspirações eclesiásticas dos “Filhos da Água”, enaltecendo a figura feminina da Virgem Maria, como um “ideal que todos os estudantes sérios devem ter em conta”.

Não é nossa intenção subestimar a virgem Maria, pois temos por ela, a mãe do homem Jesus, o mais absoluto respeito e consideração. Foi por seu intermédio e também de seu esposo José (que a autora esquece de citar), ambos elevados iniciados, que se organizou o veículo físico mais perfeito que se tem conhecimento. Veículo esse que, posteriormente, junto com o Corpo Vital, foram entregues por Jesus ao Espírito de Cristo no Batismo do Jordão. Não concordamos com o endeusamento da sua pessoa. A virgem não foi recomendada por Cristo como uma mestra a qual devemos estar sujeitos. Não vemos razões mais elevadas para invocar o seu nome, pois segundo os Evangelhos, somente existe um único Nome que pode e deve ser invocado, o de Cristo-Jesus! Foram as fantasias clericais e o ideal feminino sustentado por uma igreja, sem a direção positiva da “Linha dos Profetas” (Filhos do Fogo), que a elevaram à categoria de “Mãe de Deus”, coroando-a rainha do céu e transformando-a num poder paralelo, com pretensões de ser maior que o de Cristo!

É inacreditável que uma organização que se julga continuadora da obra do Sr. Max Heindel idolatre uma figura humana, contrariando todos os princípios da Torá e Evangelhos, esquecendo-se completamente das palavras do autor do Conceito Rosacruz do Cosmos: “Nós não devemos aceitar nenhuma outra direção que não seja a de Cristo”.

Num artigo publicado pela “Ex-Escola Esotérica de Oceanside”, traduzido e publicado pela Fraternidade Rosacruz do Brasil, a Sede de Mt. Ecclesia apresenta esta “maravilhosa” lição:

“Portanto, se vamos seguir seus passos (os de Jesus) devemos compreender sua obra e também a de uma mensageira de Deus, que amiúde tem sido esquecida: a bem-aventurada Virgem Maria, ou como afetuosamente é conhecida, A Açucena de Israel.” Mais adiante é afirmado: “Maria e Jesus são dois ideais que todos os estudantes sérios devem ter em conta”.

Pelo que pudemos compreender ao estudar o Conceito Rosacruz do Cosmos, a grande e sublime missão outorgada a José e Maria, termina com o nascimento físico do seu filho Jesus. Se após o seu nascimento e conseqüente crescimento, ambos continuaram trabalhando no mundo físico ou nos planos espirituais, é algo que não sabemos, pois nem os Evangelhos e nem a Ordem Rosacruz deram qualquer esclarecimento a respeito. Por outro lado, fomos informados pelo Sr. Max Heindel que Jesus, ao entregar seus veículos físico e vital ao Espírito de Cristo, passou a trabalhar nos mundos espirituais, especialmente através daqueles que estão ligados às igrejas e que se conduzem quase que exclusivamente pela Fé. As Escolas, por sua vez, são expressões de Christian Rosenkreuz, o Venerável Mestre dos Filhos de Caim ou “Filhos do Fogo”, nos quais predominam a Razão e a Vontade, suas características mais pronunciadas. Sabemos que as duas correntes têm por objetivo comum levar os homens a Cristo. Porém, não vemos razões especiais para introduzir nos ensinos preparados para os Filhos do Fogo os ideais femininos, negativos e eclesiásticos, uma vez que pertencemos à corrente positiva, masculina e maçônica. Se os métodos da igreja devessem ser empregados nas Escolas Esotéricas, estas não se fariam necessárias.

O grande problema que os “Filhos do Fogo” sempre tiveram de enfrentar, especialmente no início das suas atividades, quando não contam ainda com alguma experiência consolidada, foi a de preservar sua integridade de “Escola”; a fim de que esta não seja invadida ou infiltrada, pela mentalidade astuciosa e farisaica dos “Filhos da Água”.

Comungamos plenamente com as idéias apresentadas pelo Sr. Max Heindel em sua obra Maçonaria e Catolicismo: “Assim a nossa oposição (ao método da Água) não é pessoal, mas espiritual, e será efetuada com a arma do Espírito: a Razão. Cremos firmemente que para o perdurável bem da humanidade hão de vencer os maçons” (a corrente do Fogo). Em vista desta afirmação, não compreendemos porque a “igreja não sectária” de Oceanside insiste em afirmar que a virgem Maria é uma mensageira de Deus, e que os estudantes sérios devem tê-la em conta. Que mensagem de Deus ela teria trazido aos homens? Em que lugar essa mensagem foi apresentada, já que os evangelhos pouco ou quase nada dizem a seu respeito? Não consta em nenhuma parte dos ensinos do novo testamento, que ela tivesse qualquer participação ou mesmo opinado, de alguma forma, sobre os ensinos reservados dados por Cristo aos seus Apóstolos. Temos a certeza de que se pudéssemos ouvir a opinião pessoal da mãe de Jesus, ela se revelaria contrária às idéias fantasistas e sentimentalistas empregadas pelos escribas de Oceanside. O termo “Açucena de Israel” é muito apropriado, para o uso das igrejas dos filhos de Seth, como expressão do sentimento materno. Não é, porém para as Escolas que se dizem continuadoras da obra de Hiram Abif, cujo ideal é representado por Christian Rosenkreuz, o excelso fundador da Ordem Rosacruz.

Voltando à Sra. Corinne Heline, é visível nas entrelinhas dos seus escritos um exaltado feminismo, muito comum a todas as mestras espiritualistas – especialmente as dos Estados Unidos. Dominadas por preconceitos religiosos não lhes é permitido compreender as razões ocultas que levaram Cristo e a Ordem Rosacruz, além de outras escolas, a organizarem correntes ou egrégoras dirigidas por homens. Seguramente seremos tachados de machistas pelas feministas exaltadas de Oceanside ou de outras partes do mundo. Não importa! Nós não damos a menor importância a esse rótulo. Temos plena consciência de que não somos nem homens e nem mulheres, mas Espíritos encarnados em corpos masculinos e femininos. Possuímos grande admiração e respeito pelas nossas irmãs, reconhecendo que muito devemos a elas que, com o sentimento e sensibilidade próprios, têm alimentado extraordinariamente nossa corrente espiritual coletiva. Elas têm contribuído enormemente para o sucesso da nossa Escola, da mesma forma que as Vestais sabiam conservar aceso o “Fogo Sagrado do Santuário”. Nossas irmãs sabem alimentar a chama do entusiasmo e do amor para aquecer nossos corações. Todas elas compreenderam o grande papel que desempenham no mundo ao lado dos homens, especialmente na nossa coletividade. Contudo, as experiências vividas no passado assim como da atualidade, que chegam ao nosso conhecimento, têm confirmado que todos os movimentos esotéricos comandados pelo elemento feminino, sem exceções, acabaram por se desviar da sua linha original. A fantasia intelectual unida aos sonhos sentimentalistas fazem-nas resvalar para um regime maternal que não se coaduna com o método disciplinar adotado por uma legítima Escola. Foi o que aconteceu com a The Rosicrucian Fellowship após a passagem do Sr. Max Heindel para os mundos espirituais em janeiro de 1919.

São conservados, também, os anais da maior fantasia esotérica do início do século XX, protagonizada pela SOCIEDADE TEOSÓFICA, a respeito do novo Cristo (Sr. Maitreya), que deveria manifestar-se ao mundo através de Jiddu Krishnamurt. O criador dessa fantasia mística foi o senhor C. W. Leadbeater, na mesma ocasião em que a referida sociedade era dirigida por Annie Besant, sucessora da fundadora Helena Petrovna Blavatsky. Detalhes sobre o assunto serão encontrados na obra “Os anos do despertar” de autoria da Sra. Mary Lutyens, impresso pela Editora Cultrix, no Brasil. Esta história foi mais um episódio lamentável que vem confirmar o que podem fazer os sonhos espiritualistas, quando uma instituição esotérica não conta com uma direção autorizada. Pouco importa que seus membros sejam possuidores de muita cultura e tenham participado de movimentos sociais e políticos, além de escrever muitas obras sobre ocultismo. Cultura intelectual não é Entendimento Espiritual! Devemos salientar ainda, que muitos homens possuidores dessa mentalidade (aquática) ajustam-se muito bem a tais movimentos, pois embora tenham se tornado adultos fisicamente, psicologicamente são crianças que não podem dispensar os cuidados maternais.

Vejamos alguns trechos do artigo publicado pela revista Rosacruz de Portugal escritos pela “destacada autora”, Sra.Corinne Heline: “No dia de Pentecoste, a Virgem Maria e outros discípulos atingiram o reino da consciência de Cristo. Este reino é conhecido por muitas designações. É o plano búdico da Teosofia e o Mundo do Espírito de Vida do Rosacrucianismo”. Esta afirmação não corresponde à realidade. O segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos refere-se à descida do Espírito Santo, que não é absolutamente o Espírito de Vida. Há uma grande diferença entre as vibrações espirituais do Mundo Mental Abstrato, onde se apóia o Espírito Santo ou Humano, e as vibrações elevadíssimas do Mundo do Espírito de Vida. Esse trecho evangélico refere-se à descida do Espírito Santo sobre os discípulos. Nenhum poder ou faculdade espiritual pode vir de fora, mas somente de dentro do próprio homem, preparado para esse objetivo. Portanto esta passagem deve ser entendida num sentido psicológico interno e mais profundo, ou seja, a tomada de consciência do próprio Espírito Santo ou Humano no interior da alma humana. Seria impossível entrar no Mundo Mental Abstrato, a menos que o estudante estivesse apoiado no seu próprio Espírito Humano. É a consciência do discípulo que deve erguer-se até esse plano, e não o plano vir até ele. O som ouvido e as línguas de fogo são símbolos de um fenômeno espiritual interior. A palavra Pentecoste (Pentekosté), originária da palavra grega (Penta) se refere ao número cinco, que representa o quinto princípio humano a partir do Mundo Físico, a Mente Abstrata! Nesta está assentada a verdadeira realidade espiritual humana. O dia de Pentecoste diz respeito à iniciação no Mundo do Pensamento Abstrato (Terceiro Céu) e refere-se à Quinta Iniciação, a mesma alcançada por São Paulo segundo se depreende dos seus ensinos (II Epístola aos Coríntios 12:2). O apoio do terceiro aspecto da Trindade, macrocósmico ou microcósmico, é o Mundo Mental Abstrato.

Continua a “grande mestra”: “Afirmamos em vários de nossos trabalhos que a Virgem Maria é a mais elevada iniciada jamais vinda a Terra sob forma feminina, afirmação essa agora convenientemente elucidada através do seu relacionamento com o rito de Pentecoste”. Que elucidação os atos dos apóstolos deixaram transparecer a seu respeito? Quem foi que disse a essa Senhora que a virgem Maria foi a iniciada mais elevada jamais vinda a Terra em forma feminina? Seguramente não foi o Sr. Max Heindel em suas obras. Ele não disse absolutamente que Maria foi o iniciado mais elevado que o mundo conheceu vindo num corpo feminino. Diz apenas que era um alto iniciado. Não diz também a que grau pertencia. No Conceito Rosacruz do Cosmos ele diz o mesmo a respeito de José, nem por isso ele foi citado pela autora. Talvez por não sentir por ele a mesma admiração que sentia pela virgem, afinal a educação religiosa que, provavelmente havia recebido da igreja romana, exalta a figura de Maria sem dar maior atenção a seu esposo José. Não é lamentável que os sonhos fantásticos dos filhos da água tenham se infiltrado entre os ensinos superiores dos Filhos do Fogo? Eis outra afirmação em que a autora dá vazão à sua exaltada fantasia clerical que não encontra confirmação em nenhuma filosofia séria: “Uma velha lenda aramaica faz alusão ao fato de a criança divina ter sido, quando da sua apresentação no templo, batizada com o nome de Jesus-Maria, o que significa a união dos princípios masculino e feminino em equilíbrio perfeito, tendo Jesus desenvolvido o corpo andrógino (hermafrodita), o corpo da humanidade futura”.

Estupenda, esta afirmação! No Evangelho de Lucas (2:21), encontra-se uma passagem que diz respeito à escolha do nome que foi dado à criança divina: “Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o Anjo, antes de ser concebido”. Vemos pelo exposto que o Evangelho não faz nenhuma menção ao nome “JESUS-MARIA”. Só a lenda encontrada pela Sra. Corinne Heline – sabe Deus onde – é que faz esta afirmação. Convém observar, também, que Jesus não foi levado ao templo para ser batizado, mas circuncidado, segundo o costume do povo judeu. O batismo teve lugar muitos anos depois, quando Jesus completou trinta anos. Também não concordamos absolutamente com a afirmação gratuita de que “Maria e Jesus representam a união dos dois princípios masculino e feminino em equilíbrio perfeito”. A autora está equivocada, pois o equilíbrio perfeito só pode estabelecer-se através do número três (3). Pythagoras dizia: “Assim como há três noções divinas e três regiões inteligíveis, há também um triplo verbo, porque a ordem hierárquica se manifesta sempre por três” (3). Pelo exposto, o equilíbrio perfeito só poderia estabelecer-se na base dos três personagens evangélicos, JOSÉ, MARIA e JESUS. É neste sentido que eles devem ser considerados, tendo uma importância fundamental.

JOSÉ simboliza a faculdade positiva e masculina da VONTADE.

MARIA simboliza a faculdade negativa e feminina da IMAGINAÇÃO.

JESUS é o símbolo do fruto ou filho que deve surgir da união superior destes dois princípios, pois a imaginação sem o concurso da vontade é estéril e jamais poderia trazer à luz uma criação superior. Poderia uma mulher conceber sem o concurso do homem? O mesmo se dá em nível psicológico e a lei da analogia aí está para confirmar este princípio. Somente a sra. Corinne Heline, considerada pelos corifeus de Oceanside, como uma das primeiras discípulas de Max Heindel, poderia sustentar um tal absurdo. A união da mãe com o filho não poderia produzir um fruto superior por ser a expressão de um incesto. Parece que a nossa autora esqueceu – ou não quis dar a devida importância – ao símbolo representado por José, ou seja, à Vontade, faculdade especialíssima de todo o verdadeiro Filho do Fogo que se orienta pela Razão. Há muitas outras afirmações que revelam os defeitos da visão psicológica dessa Senhora. Muitas poderão vir ainda, pois o editor da referida revista de Portugal (Rosacruz) promete continuar com as publicações.

Nossa intenção não é polemizar nem atacar quem quer que seja, entretanto, somos do parecer que assumimos uma grande responsabilidade moral e espiritual, quando falamos ou escrevemos a respeito dos ensinos evangélicos e rosacrucianos que não são da nossa autoria. Estamos ceifando onde não semeamos como disse o nosso Salvador. A nossa obrigação é de não contribuir para encher o mundo com idéias próprias e fantasistas, que mais confundem do que esclarecem, mas sim difundir corretamente os ensinos superiores que nos foram legados com tanta generosidade. Vivemos na época da “Internet” e a FRSP, que até então tem limitado suas denúncias aos estudantes brasileiros, doravante, publica-las-á em português e inglês, para que boa parte do mundo tome conhecimento dos desmandos filosóficos protagonizados por qualquer instituição que se diga esotérica. Especialmente a THE ROSICRUCIAN FELLOWSHIP com sede em Oceanside nos Estados Unidos da América. É inadmissível que os ensinos da sublime Escola de Mistérios dos Rosacruzes sejam torcidos e desvirtuados ao sabor dos caprichos da moda e da mentalidade fantasista dos escribas e fariseus contemporâneos. Tudo parece indicar que a organização de Oceanside esqueceu que da Ex-Escola Esotérica fundada pelo Sr. Max Heindel procede a notável obra, Maçonaria e Catolicismo, a qual parece não ter sido bem compreendida, pois a preocupação em enaltecer a Virgem Maria ocupa um lugar de maior destaque. É nosso dever avivar a memória das suas diretoras com alguns trechos desse livro, pois o olvido dos seus princípios transformou a Escola dos Filhos do Fogo, numa igrejinha adúltera e irresponsável, onde os Filhos da Água pontificam.

Trechos extraídos da obra do Sr. Max Heindel – MAÇONARIA E CATOLICISMO.

“O autor não é maçom, e assim está em liberdade de publicar o que sabe, sem temor de quebra de obrigações; porém é maçom de coração, e portanto francamente oposto ao catolicismo.” (Linha da Água)

“Cremos firmemente que, para o perdurável bem da humanidade, hão de vencer os maçons.” (Linha do Fogo)

“Os clérigos insistem sempre na necessidade da fé, enquanto que os estadistas dão maior importância e põem toda a sua confiança nas obras. Porém, a fé manifestada nas obras é o supremo ideal de expressão”.

“A humanidade pode e deve admirar a elevação de sentimento e o brilho da oratória; porém, quando um Lincoln quebra as cadeias que aferrolhavam uma raça escravizada, ou um Lutero se revolta em favor dos oprimidos espíritos da humanidade e lhes assegura a liberdade religiosa, a manifestação destes emancipadores revela uma beleza de alma que não se descobre naqueles que se elevam às nuvens porém temem manchar as mãos na obra do templo da humanidade”.

“Hoje em dia, os templos dos “Filhos de Seth” têm junto às suas portas a água mágica e todo aquele que entra deve assinalar com o líquido letal (mortal) a sua fronte onde reside o Espírito. Sua razão está afogada em dogmas e tradições, e o ideal feminino está simbolizado no culto à Virgem Maria”.

“A fé é o capital fator de sua salvação, e se aconselha a atitude de infantil e cega obediência”.

“Muito diferentes são os templos dos “Filhos de Caim”, onde o candidato entra “pobre, nu e cego”. É-lhe perguntado o que procura, e se responde que procura a LUZ, o dever do mestre é dar-lhe o que pede, fazendo dele um “Franco-maçon”, ou Filho da Luz. Também tem o mestre o dever de ensiná-lo a trabalhar, e para emulação se lhe apresenta o exemplo de Hiran Abiff, do Mestre Artífice, como ideal masculino”.

“A Maçonaria exotérica (exterior), que não vai além da casca da mística ordem instituída pelos Filhos de Caim, tem atraído nos tempos modernos o elemento masculino – com seus veículos positivamente polarizados – para adestrá-los na indústria e na política, e dirigir desta maneira o progresso material da humanidade. Por outro lado, os Filhos de Seth, que constituem o sacerdócio, concentravam a sua atividade nos corpos vitais positivos do elemento feminino, para dominar o progresso espiritual. Enquanto os Filhos de Caim lutaram por meio da “Franco-Maçonaria” e instituições análogas na conquista do poder temporal, os Filhos de Seth (o sacerdócio) têm pelejado com o maior ardor e eficácia, para dominar o desenvolvimento espiritual do elemento feminino”.

“Ao observador superficial parecerá que nos nossos tempos não há um decidido antagonismo entre estas duas correntes; porém, ainda que a Franco-Maçonaria não seja hoje mais do que a casca de sua antiga realidade mística e o Catolicismo se tenha manchado espantosamente ao toque do tempo, a guerra entre ambas prossegue, tão acirrada como sempre.”

“Em conclusão, podemos resumir os pontos que temos tratado nestes capítulos sobre Franco-Maçonaria e Catolicismo, tendo em conta que a palavra “Catolicismo” não se refere aqui unicamente à Igreja Católica Romana, senão que tomada em seu sentido universal, de modo que inclui todas as atividades promovidas pelo sacerdócio, pelos Filhos de Seth”.

“Por outra parte, os Filhos de Seth foram clérigos que mantiveram o ideal feminino, simbolizado pela Virgem Maria, e governaram a sua gente pela virtude da água mágica colocada às portas dos seus templos”.

“Diversos intentos foram feitos para unir essas duas correntes da humanidade e emancipá-las dos seus respectivos genitores, Jehová e Samael. Com este propósito se edificou o simbólico templo, segundo as instruções de Salomão, o filho de Seth. Hiran Abiff, o filho de Caim, havia de fundir “o Mar de Bronze”; porém, este projeto fracassou, conforme já vimos, e não pode realizar-se a intentada união dos dois opostos ramos da humanidade”.

“A Religião manchou-se horrivelmente no transcurso do tempo e o regime dogmático empanou sua original pureza, de modo que não lhe cabe o qualificativo de católica, isto é, de universal. Em todas as direções se tem desmembrado em ramos, seitas e ismos.”

“Christian Rosenkreuz recebeu o encargo de reunir os Filhos de Caim que procuravam a Luz do conhecimento no sagrado Fogo do místico santuário. Assim como a energia infundida pelo seu Divino genitor Samael, levou Caim ao trabalho e à invenção, assim também o mesmo impulso espiritual move os seus descendentes em busca da sua salvação por meio do Fogo das tribulações, construindo para si o áureo “Traje de Bodas”, que é o “Abre-te Sésamo” do mundo invisível. E ainda que o purificador sangue de Jesus seja de absoluta necessidade a milhões de débeis irmãos, não há dúvida alguma de que, quanto mais seres humanos se filiem à mística Maçonaria, para conscientemente construir o Templo da Alma, mais cedo virá Cristo pela segunda vez, e mais vigorosa será a raça que Ele há de reger pela lei do Amor”.

Cremos ao ler estas linhas que é impossível admitir qualquer inclinação, do senhor Max Heindel, para os movimentos sacerdotais, característicos dos Filhos de Seth, ou que a Escola por ele fundada acompanhasse as diretrizes eclesiásticas ou femininas, simbolizadas pela Virgem Maria. Em uma de suas cartas dirigidas aos estudantes, inserida posteriormente no livro “Ensinamentos de um Iniciado”, diz o Venerável Instrutor, referindo-se ao destino da organização por ele fundada: “Até aqui não pudemos evitar as rígidas e firmes condições de organização na Sede, mas a associação sem restrições deve permanecer livre para que possa alcançar maior crescimento espiritual e vida mais longa. No entanto, é triste considerar que, embora sejam estas as nossas intenções, chegará o dia em que Fraternidade Rosacruz (de Oceanside) terá o mesmo destino de todos os outros movimentos: Ficará atada por regras, e a usurpação do poder fará com que ela se cristalize e se desintegre. Mas é um consolo saber que de suas ruínas surgirá algo maior e melhor, como ela surgiu de outras estruturas que já tiveram a sua utilidade e estão agora em vias de dissolução”.

A profecia aconteceu! A direção maçônica, masculina e positiva dos “Filhos do Fogo” foi usurpada pela direção clerical, feminina e negativa dos “Filhos da Água”. A organização material continua existindo na forma de uma discreta arquitetura pintada de branco, ladeada de jardins bem cuidados; boa alimentação vegetariana, acomodações para hóspedes, vendas de livros e de imagens da nossa senhora, além de uma imagem afeminada que, segundo os dirigentes de Oceanside, seria a de um auxiliar invisível ou do mestre do Sr. Max Heindel. Como também não poderia deixar de acontecer, são celebrados ofícios dominicais (serviço), que mais se assemelham aos rituais religiosos desenvolvidos pela igreja católica. É perfeitamente visível, ao menos para aqueles que tem “olhos para ver” que, “Monte Eclesia”, apesar do seu visual harmonioso não passa de um corpo morto, pois o Espírito que a animava no passado partiu com o seu Insigne Fundador. O que Este talvez não esperava é que a sua profecia se realizasse tão cedo. A Escola desapareceu dando lugar a mais uma filial dos Filhos de Seth ou da Água. Bem disse o saudoso fundador da FRSP, Sr. Lourival Camargo Pereira, em um de seus artigos: “Uma Escola pode se degenerar e se transformar numa igrejinha, mas jamais voltará a ser uma Escola”.

Revisto em Abril de 2004.

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A Ortodoxia Católica e o Esoterismo Rosacruciano

A Ortodoxia Católica e o Esoterismo Rosacruciano

Ennio Dinucci….

Os ensinos astrológicos apresentados pelo Sr. Max Heindel em sua obra, “A Mensagem das Estrelas”, informam que a evolução da humanidade se processa através de grandes épocas, que duram aproximadamente dois mil e cem anos cada uma, originadas por um fenômeno astronômico conhecido sob o nome de: “precessão dos equinócios”.

A raça Ária, especialmente, é mais avançada e mais preparada para o cristianismo, portanto responde a várias destas influências astrológicas, refletidas por três pares de Signos: Áries-Libra, que correspondeu ao período que foi de Moisés a Cristo; a época de Pisces-Vigo, relacionada com os últimos dois mil anos de catolicismo e os dois mil anos futuros, que constituirão a “Era de Aquário-Leo, sob cuja influência se dará a reconciliação entre os vários extremos ou polaridades contrárias que pareciam irreconciliáveis, a saber: A Razão (fogo) e os Sentimentos (água); o Estado e a religião; o homem e a mulher; a teologia e a ciência, etc. Segundo os Rosacruzes: “O Cristianismo Esotérico”, e não o católico ortodoxo, será a religião universal prevista para essa futura época.

O catolicismo dominou praticamente desde o seu início, especialmente na idade média e período renascentista (séculos XV e XVI), impondo a seus fiéis uma fé cega e anticientífica, que tolhia sua liberdade de expressão, impedindo-os de questionarem ou fazerem qualquer apelo à razão.
Com o passar do tempo seu poderio entrou em declínio lentamente e, embora ainda exerça uma considerável influência sobre as mentalidades menos independentes, encontra-se bastante debilitado após o advento da ciência moderna.

Sob outro aspecto, é forçoso reconhecer que a imposição religiosa do passado justificou-se até certo ponto, uma vez que as massas populares, com raras exceções, não possuíam condições mentais e psicológicas para assimilarem um ensino mais profundo, porém esse fato não justifica a intolerância e a brutalidade empregadas pelos “pais da religião”.

Na atualidade, o nível intelectual das pessoas tem crescido notavelmente e, todo aquele que desejar têm acesso a uma série de ensinos metafísicos oriundos das Escolas Esotéricas da Antiguidade, revelados nesse distante passado a alguns poucos escolhidos.

Esses ensinos, considerados como heréticos pela religião emergente (catolicismo), foram confiscados e destruídos pelo fogo e pelas armas, com o objetivo de eliminar qualquer idéia relacionada com a antiga e incompreendida sabedoria esotérica.

Os grandes “Doutores da Gnose” (conhecimento esotérico) foram perseguidos e caluniados pelos corifeus da religião, que apelavam para a tortura e o assassinato, para impedir que seus ensinamentos fossem divulgados! Preciosos manuscritos deixados pelas antigas Escolas do Egito, da Babilônia, da Grécia e de outras nações altamente desenvolvidas foram destruídos implacavelmente pelo fanatismo odioso e pela ignorância dos guias eclesiásticos! O incêndio da Biblioteca de Alexandria foi um dos grandes crimes praticados contra a humanidade pela inconsciência dos pretensos “sucessores” de Pedro!

Os Ocultistas mais renomados tiveram de ocultar seus ensinos sob vários disfarces e até mesmo enterrá-los a fim de preservá-los para a posteridade. A descoberta de alguns textos gnósticos em “Nag Hammadi”, no alto Egito, atribuídos ao Gnóstico Valentino, homem de grande sensibilidade e cultura, nascido no Egito, prova essa triste realidade do passado. Sendo que alguns deles, só conseguiram chegar aos nossos dias por terem sido traduzidos para o grego.

A destruição desses tesouros filosóficos (o que não impediu a igreja de apropriar-se de muitas das suas idéias) tinha ainda um outro objetivo em vista: impedir a humanidade de entrar em contato com as idéias que promovem o progresso; que libertam e expandem a consciência, o que, obviamente, não interessava à hierarquia católica, uma vez que o conhecimento da verdade emanciparia seus fiéis da tutela e da exploração sacerdotal.

Não foi sem motivo que os Evangelhos profetizaram: “Ai de vós, intérpretes da lei! porque tomastes a chave da ciência (No passado, a cultura estava totalmente subordinada à igreja); contudo, vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando” (Lucas 11-52).

Como é impossível impedir a verdade de seguir seu curso… na atualidade os ensinos esotéricos são divulgados livremente (malgrado os guias religiosos) e, todo aquele que manifeste qualquer interesse por eles, poderá beneficiar-se com amplos esclarecimentos sobre os mistérios do Ser e do universo, sem correr o risco de prestar contas aos tribunais eclesiásticos. Este é o grande objetivo da Ordem Rosacruz!

Por outro lado, os diretores da instituição católica parecem ignorar, até hoje, que os seus métodos (não os da religião) estão ultrapassados e desacreditados, não atendendo mais às exigências psicológicas de uma humanidade mais esclarecida. Embora a instituição represente ainda uma força política bastante considerável, impondo-se às massas e aos governos como uma das empresas mais ricas e poderosas do mundo, no sentido religioso encontra-se num processo crescente de decadência e corrupção que, a passos largos, está corroendo seu antigo prestígio e poderio.

A lembrança das glórias passadas e a prepotência dos seus líderes, que insistem em interpretar as Escrituras pelo ponto de vista histórico e biográfico apenas, assim como, o de sobrepor a figura humana de Maria ao Divino Espírito de Cristo, elevando-a ao altar para ser adorada como uma deusa, são os principais causadores da sua queda e a pedra de tropeço de um sacerdócio astucioso e hipócrita.

Limitados por seus dogmas e por uma visão unilateral da doutrina, continuam a defender intransigentemente o lamentável engano do passado, afirmando que o catolicismo é o único e legítimo método autorizado por Cristo, capaz de conduzir o homem à salvação eterna, e que tudo o que não for sancionado pelos “príncipes da igreja” está praticamente condenado.

Esta visão limitada não é restrita apenas ao catolicismo romano, mas também ao oriental, e até mesmo os protestantes, que se subdividiram em inúmeras seitas não conseguiram sobrepor-se a este ponto de vista infantil e tacanho. Seu único aspecto positivo foi o de ter espalhado a Bíblia e o Novo Testamento por todo o mundo e ter servido de resistência às pretensões papais.

Embora tenha tido sua utilidade, contribuindo para o desenvolvimento industrial e político de algumas nações do mundo ocidental (especialmente do norte da Europa e dos Estados Unidos da América), o protestantismo não passa de uma dissidência da religião católica, frio e desprovido de lógica, carente de um culto eficaz!

Como não poderia deixar de acontecer, os evangélicos também se consideram os únicos autorizados a interpretar as Escrituras, jactando-se de serem fiéis seguidores da doutrina de Cristo, parodiando nesse sentido a mesma pretensão dos clérigos, afirmando que fora da sua igreja a salvação se torna impossível.

Se uma escola de grau primário afirmasse que os seus ensinos incluem todo o conhecimento, e que fora destes, todo e qualquer outro seria falso ou de má fé, esta pretensão, certamente, seria rejeitada pelas mentes mais esclarecidas, tida como absurda e prepotente. Infelizmente é o que os teólogos de ambas as linhas têm afirmado constantemente!
Entretanto, essa idéia distorcida não deve ser atribuída à religião, uma vez que esta foi estabelecida pelos Guias da evolução (e não pelos sacerdotes e ministros) destinada às massas menos favorecidas, no sentido psicológico, ocultando em seus dogmas um profundo simbolismo, cujos significados não são mais compreendidos pelos pretensos intermediários entre Deus e os homens! É muito popular o ditado que diz: “Se você acredita em Deus, fique longe dos padres e dos ministros evangélicos”.

A falsa idéia de que o catolicismo romano foi instituído diretamente por Jesus-Cristo, sendo assim, a última palavra em matéria de doutrina foi forjada pelos fundadores da instituição. Se os estudiosos se derem ao trabalho de investigar a essência do credo católico, à luz do esoterismo rosacruciano, facilmente verificarão que este faz alusão, embora veladamente, a um ensino mais profundo e elevado, destinado a uma elite mais esclarecida, da mesma forma que uma escola primária faz vislumbrar aos seus alunos a existência da universidade!

Com a aproximação do final da presente época (Pisces-Virgo) e da aurora de uma nova era (Aquário-Leo), a Ordem Rosacruz, a Escola de Mistérios do Ocidente (que não tem qualquer ligação com a AMORC), e precursora dos ensinamentos que deverão vigorar nesse futuro próximo, apresentou no início do século passado (1909) uma síntese filosófica superior, com o intuito de revelar o lado científico dos Evangelhos, em perfeita harmonia com a verdadeira religião, se bem que totalmente independente das opiniões teológicas e eclesiásticas.

Como a natureza do Signo de Aquário é mental e científica, e seu Signo oposto é Leo, que governa o coração, sede do Amor e dos sentimentos altruístas, o objetivo desta Augusta Escola é responder a todas as perguntas que uma mente atilada for capaz de formular, despertando no estudioso sincero um profundo sentimento de veneração e respeito pelo Arquiteto do Universo; sentimento este de absoluta necessidade, pois sem ele o conhecimento de todos os mistérios seria inútil!

Seus métodos incluem, especialmente, um novo sistema de educação que deverá ser estudado seriamente sem qualquer preconceito de ordem mundana e sem apelos a qualquer autoridade exterior (especialmente as eclesiásticas).

Esta nova educação visa o despertar dos dois centros superiores de raciocínio e sentimento localizados no cérebro etérico, governados por Urano e Netuno, ou seja, o Corpo Pituitário e a Glândula Pineal. Estas duas glândulas são físicas, porém cada uma delas é interpenetrada por uma base etérica especializada, sobre as quais se apóiam os Chakras “Frontal e Coronário”, regidos pelo Sol e pela Lua que, por sua vez, servem de apoio primário ao segundo e terceiro aspectos do Espírito do homem: o Espírito de Vida (Amor-Sabedoria) e o Espírito Humano (Razão).

O estudo do rosacrucianismo demonstrará ao intelecto mais exigente – desde que este não esteja limitado pelos preconceitos científicos e teológicos – que a Bíblia e os Evangelhos possuem um lado oculto e misterioso, rejeitado preconceituosamente pelas duas instituições: a ciência e a teologia. Ambas pretendem explicar as origens do homem e do universo, fazendo uso de uma destas faculdades apenas, ou seja, a razão divorciada dos sentimentos no caso da ciência, e os sentimentos e a fé desligados da razão quando se trata da teologia clerical.

A sustentação desses métodos unilaterais e deficientes obrigaram as duas instituições a sustentarem uma série de idéias incompletas que não podem ser aceitas como verdades absolutas e definitivas. No caso da ciência a vemos constantemente reformulando suas hipóteses sem chegar a qualquer resultado satisfatório que lhes dê a certeza das suas conclusões.

A teologia ortodoxa, por sua vez, apóia-se em alguns princípios verdadeiros, porém obscuros e totalmente incompreendidos por ela, pois a ausência do Entendimento Espiritual, ou seja, a união da razão com o Amor, impede os teólogos de alcançarem seu real significado.

Por exemplo: afirma a religião católica que o sacrifício do Salvador na cruz e o conseqüente derramamento do seu sangue são suficientes para salvar as almas do fogo eterno do inferno e franquear-lhes as portas do céu, desde que o devoto acredite neste dogma e obedeça sem questionar a ordenança dos seus guias.

Embora esta premissa religiosa encerre um profundo significado espiritual – quando examinada à luz da Ciência Oculta – ela dificilmente será aceita por pessoas de natureza intelectual, incapazes de apoiarem-se numa fé emocional, que as proíbe de pesquisar e raciocinar. O mesmo sucede com as pessoas dotadas de uma certa sensibilidade ou percepção espiritual, que não podem aceitar os enunciados frios e absurdos de uma ciência materialista, que nega a existência de uma inteligência divina!

A essência das verdadeiras religiões é dogmática, ou melhor, esotérica e, embora seus guias rejeitem raivosamente esta verdade, até hoje não conseguiram explicar racionalmente seus mistérios nem as razões que os levaram a repudiar o hermetismo da religião.

A aversão pelo esoterismo superior, que daria vida, valor e racionalidade aos dogmas religiosos, obrigou seus líderes a sustentarem uma teoria defeituosa, a qual afirma que os mistérios religiosos devem ser aceitos sem discussões por parte dos fiéis, pois a estes não é facultado o direito de especular sobre as verdades divinas. Esta teoria absurda, que afronta a liberdade de consciência do homem, é muito estranha e astuta, pois faz supor que eles as conhecem, embora este conhecimento não transpareça nas suas ações!

A afirmação gratuita de que os mistérios de Deus não devem ser investigados pelo homem é uma falácia sem sentido, pois em nenhuma tradição religiosa autorizada se fez tal afirmação. Ao contrário, o próprio Espírito de Cristo, a encarnação perfeita do Amor e da Sabedoria, condicionou a “libertação do Homem” ao “conhecimento da verdade” e, se as suas palavras ainda merecem algum crédito por parte da “igreja católica” como expressões de leis que não se alteram e não se desdizem, conclui-se que a verdade pode e deve ser investigada, desde que se parta de premissas legítimas consideradas à luz, não de uma, mas das duas faculdades espirituais do homem: Razão e Amor!

O que é a verdade? – perguntou Pilatos a Cristo na cena do julgamento; o que é a verdade? – perguntam os Pilatos contemporâneos, assediados pelas dúvidas cruciais do intelectualismo científico!

Segundo o Divino Mestre a verdade é proveniente do céu (Evangelho Apócrifo de Nicodemos), ou seja, é a substância ou essência mental abstrata que transcende a forma ou a matéria e que não pode ser captada e pesquisada pelos sentidos materiais. É a causa espiritual emanada do “Pensador” que precede o efeito; o poder divino que interpenetra os homens, os mundos e todos os acontecimentos inexplicáveis, que até hoje não puderam ser explicados pela orgulhosa sabedoria acadêmica! É o sentido superior que se oculta na letra da Bíblia e dos Evangelhos e que, infelizmente, foi perdido ou talvez nunca encontrado pelos presunçosos “doutores em teologia!”
Talvez surja a pergunta: é possível tomar consciência dessas verdades que constituem a essência de todos os ensinos e de todos os seres do mundo material, entre os quais o homem é o maior e mais misterioso de todos? Claro que sim, e a base filosófica oferecida pela Ordem Rosacruz não tem outro objetivo em vista a não ser esse.

Os teólogos católicos, especialmente, demonstraram sua falta de sabedoria ao separarem o esoterismo da religião ou a inteligência do Amor, pois sem o respaldo destas duas faculdades a religião tornou-se cega, e a carência de uma orientação racional inclinou seus prosélitos para a idolatria, a superstição e o fanatismo.

Este fato é facilmente comprovado, se observarmos a atitude pouco sensata dos fiéis, que apóiam sua fé em imagens de gesso, pedra ou madeira; em relíquias bastante duvidosas (unhas, cabelos, fragmentos de ossos) e até mesmo em corpos mumificados de alguns santos, exibidos morbidamente em algumas igrejas.

Esta demonstração idolátrica, que encobre a ignorância e materialismo das massas fanatizadas, é estimulada astuciosamente pelos seus guias, pois rende muito dinheiro! A passividade astuta dos sacerdotes, frente a inconsciência dos fiéis, constitui-se como uma afronta aos ensinos bíblicos que proíbem a veneração de imagens! Revela também que o conceito de santidade não foi devidamente compreendido, uma vez que esta reside na alma, não no corpo ou nos objetos pertencentes a alguma pessoa!

A carência de uma visão mais elevada fez com que os rituais e os sacramentos perdessem seu sentido espiritual e, obviamente, sua eficácia, pois ao repudiar as idéias superiores que os vivificavam e lhes davam sentido, os oficiantes se viram limitados “a certas formas religiosas que sobreviveram às idéias perdidas” (Eliphas Levi).

A afirmação de que os pontífices são as únicas autoridades que estão na posse das “Chaves do Céu”, desmentiu-se em toda a trajetória do catolicismo, manchado horrivelmente pelo egoísmo e pela ambição material dos seus sacerdotes. Seu passado de dois mil anos tem mostrado uma triste realidade que não se coaduna com os ensinos do Salvador dos homens e dos seus Apóstolos!

As perversões e as atrocidades cometidas em nome do Divino Iniciador provam sobejamente que eles nunca estiveram na posse de tais chaves, pois as que foram entregues a Pedro, pelo Fundador do Cristianismo, abrem as portas das Iniciações Superiores, ao passo que as supostas chaves, empregadas pelos fariseus de Roma, são inadequadas para este fim, uma vez que não se chega ao “Reino da Verdade Eterna” na base das vaidades pessoais, das honrarias principescas e acúmulos de tesouros terrestres!

Além disso, os teólogos se indispuseram com uma lei de suma importância que põe por terra toda a sua doutrina: A “Reencarnação”. A não aceitação desta lei da natureza os levou à adoção de idéias falsas que entraram em conflito com a lógica e o bom senso dos ensinos superiores de todas as idades!

É tempo de se compreender que as duas chaves entregues a Pedro pelo Espírito de Cristo são fórmulas que dão acesso ao “Templo Interior” do homem, não tendo nada em comum com o poder político e temporal, muito menos com os longos e luxuosos paramentos, com coroas de ouro e pedras preciosas!

A ambição do clero pelas riquezas materiais o situou num plano de materialismo e injustiças, fazendo-o esquecer de que somente as virtudes tradicionais: Fé, Esperança, Caridade, Justiça, Firmeza, Prudência e Temperança têm o poder de abrir esse misterioso Templo, ao passo que “as riquezas materiais, nas mãos de homens injustos, “só lhes poderão abrir as portas do túmulo ou do inferno”, como bem argumentou Eliphas Levi!

Essas duas chaves se referem aos dois centros espirituais do homem, “Razão e Amor”, sem os quais é impossível chegar ao conhecimento da verdade! Com a dinamização e o emprego destas duas faculdades, a Razão se torna iluminada pelo Amor, e o Amor será impedido de enganar-se por estar respaldado pela Razão que o defende e protege!

Para contar com o estímulo permanente do Adorável Espírito de Cristo é necessário a formação de uma “Corrente Espiritual” (Igreja ou Egrégora em grego), constituída por homens e mulheres realmente esclarecidos e unificados pelo espírito de inteligência e de caridade (Razão e Amor), pois só através de uma Corrente desta categoria, o Grande Hierofante (Cristo) encontra meios de cumprir sua promessa: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20).

Oxalá nossos leitores possam compreender a importância desta base coletiva superior, pois só ela é capaz de manter a Instituição Cristã (Escola) unida e protegida contra os assaltos do “maligno”: o egoísmo, a ambição, a vaidade e a mentira!

O nome Pedro significa: pedra ou rocha, símbolo de um estado de alma individual e coletivo ao mesmo tempo, que há de servir de fundamento à verdadeira Igreja de Cristo (Egrégora) contra a qual “(…) as portas do inferno (Hades ou forças de repulsão) não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18).

Diz Eliphas Levi em sua obra, “História da Magia”: “A glória do cristianismo é de ter chamado todos os homens à verdade, sem distinção de povos e de castas, mas não sem distinção de inteligências e de virtudes”. Esta afirmação encerra uma profunda sabedoria, levando o estudante a repudiar a ignorância, a superstição, a idolatria, as paixões e os vícios, sobrepondo a estes os valores das virtudes, as quais tornam possível o despertar de uma fé inteligente!
Segundo o Salvador dos homens é preciso pedir a Deus que envie trabalhadores para a sua seara, pois os que se encontram em atividade são poucos! Esta recomendação de Cristo nos leva a considerar dois aspectos da questão: o primeiro, que Deus concede esta honra ao homem, tornando-o participante ativo do maravilhoso plano evolutivo, concebido por Ele, desde que este se classifique para tal empreendimento! O segundo, a considerar que classe de auxiliares estará em condições de ser recrutada, a fim de prestar esse auxílio.

Dentro da lógica mais elementar não é possível admitir que os tolos, os ignorantes e irresponsáveis, limitados por uma fé cega e irracional possam arcar com essa responsabilidade. Menos ainda os políticos e empresários eclesiásticos que transformaram a religião num mercado e que, em sua inconsciência, separaram Deus do homem, enviando-o para um céu distante, cavando um abismo intransponível entre a consciência humana e o Espírito Divino que a traz à existência!

Diz a Razão que os trabalhadores da seara hão de ser homens livres e sábios, capazes de raciocinar e de amar, e não indivíduos limitados por uma mentalidade fria e sem amor, ou por um sentimentalismo desequilibrado e fanatizado, sem o respaldo da verdadeira razão. Esses, evidentemente, não poderiam auxiliar e, apesar das suas pretensões, são os mais necessitados!

A tomada de consciência das próprias possibilidades atuais, assim como dos obstáculos que hão de ser removidos, é o primeiro passo indispensável, que todo o candidato esclarecido deverá dar, antes de sonhar com a Iluminação e a Iniciação. É necessário investir sabiamente nas capacidades já desenvolvidas, para que se torne possível desenvolver outras que só existem na imaginação, mas que na verdade não existem na prática.

Uma das passagens mais significativas do Evangelho de João (A cura de um paralítico) descreve a existência de uma multidão de enfermos, que aguardam pela manifestação de um poder superior capaz de curá-los.

Esta passagem é simbólica, evidentemente, uma vez que não trata de doenças físicas, mas psicológicas. Entre esses enfermos, que constituem a maior parte da humanidade, encontram-se alguns aspirantes à Vida Superior que se distinguem dos demais, pela tomada de consciência das suas próprias limitações anímicas.

Esclarecidos pela Ciência da Luz, estes indivíduos esforçam-se no sentido de tornar práticos os ensinos recebidos (mover as águas), cuja finalidade é a de eliminar a paralisia congênita que os imobiliza, impedindo-os de agir na direção do próprio Espírito!

São Paulo afirmou: “Agora é a hora da salvação”, portanto, é chegado o momento de trabalhar conscientemente para a própria evolução, pondo em atividade seus dois centros superiores – Razão e Amor – a fim de transformar-se num auxiliar competente do plano evolutivo!

Como trabalhadores da seara, os Mestres deixaram em seus ensinos a fórmula mágica para que os cegos, os coxos e paralíticos curem suas deficiências anímicas, assim como eles a aplicaram sobre si mesmos no passado, conquistando o direito e o poder de auxiliar a humanidade atual. Esta é a razão que os leva a conclamar os autênticos aspirantes, com o propósito de incluí-los na sua Egrégora de Luz, pois só assim o número de trabalhadores aumentará!

Nesta passagem é feita alusão a uma porta misteriosa denominada: “Porta das ovelhas”. Também é mencionada a existência de um “tanque” e de um nível de consciência denominado “Cinco Pavilhões”. Que o leitor interessado procure abrir (Efetà) seus ouvidos e seus olhos espirituais para captar o verdadeiro conhecimento destes símbolos!

Vosso servo e irmão em Cristo – Ennio Dinucci
São Paulo, Março de 2003

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Orientais e Ocidentais

Orientais e Ocidentais

Métodos Orientais e Ocidentais de Desenvolvimento

Max Heindel….

Com frequência, recebemos pedidos de auxílio de pessoas que, infelizmente, pertenceram a sociedades onde se converteram em presas de espíritos-controle, que agora as perseguem e obsedam tornando-lhes a vida uma carga insuportável. Da mesma maneira, recebemos pedidos de ajuda de pessoas que frequentaram grupos que ensinam exercícios de respiração hindu. A impaciência para penetrar nos mundos invisíveis leva muitas pessoas a praticar tais exercícios, cujo perigo desconhecem e depois de algum tempo, sentem-se destroçadas tanto física como espiritualmente. Então, vêm até nós à procura de alívio. Felizmente, pudemos prestar auxílio a todos que se dirigiram a nós, até mesmo aos que estavam à beira da loucura. É por essa razão que a literatura da fraternidade Rosacruz está repleta de advertências contra os exercícios respiratórios orientais, porque não são apropriados para os ocidentais. É com indizível tristeza que soubemos que um estudante está doente em consequência desses exercícios. Cremos que será conveniente tornar a explicar a diferença entre os métodos orientais e ocidentais, para que se compreenda muito bem porque é sensato não praticar tais exercícios.

Em primeiro lugar, é necessário saber que a evolução do espírito e a evolução da matéria caminham de mãos dadas. O espírito se desenvolve habitando veículos de matéria densa e trabalhando com os materiais que encontra no mundo. Deste modo o espírito progride e a matéria também se refina pelo fato do espírito trabalhar com ela. Os espíritos mais adiantados, naturalmente atraem para si matéria mais fina do que aqueles que se encontram atrás deles no caminho da evolução, e os átomos dos corpos de uma raça mais desenvolvida são mais sensíveis do que os dos povos primitivos.

Assim, os átomos das pessoas mais preparadas do ocidente respondem às ondas vibratórias que ainda não foram contatadas pelos que habitam em corpos orientais. Os exercícios respiratórios são usados para despertar os átomos adormecidos do aspirante oriental, e o vigor usado neste processo é necessário para elevar o tom de sua vibração. O índio americano ou o aborígene australiano podem empregar tais exercícios impunemente durante vários anos, mas o caso é completamente diferente quando uma pessoa, com um corpo altamente sensibilizado como o ocidental, segue esse tratamento. Os átomos de seu corpo já tinham sido sensibilizados pela sua evolução natural, e quando esta pessoa recebe o ímpeto extra dos exercícios respiratórios, os átomos se aceleram desordenadamente sendo muito difícil devolver-lhes o devido repouso.

Como elucidação, devo dizer que o autor tem experiência pessoal do assunto. Há anos, quando começou a marcha no caminho e estava imbuído da impaciência característica dos que ardentemente buscam o conhecimento, leu sobre os exercícios respiratórios publicados Swami Vivekamanda e começou a seguir os conselhos neles contidos. Ao fim de dois dias, seu corpo vital foi expulso do físico. Isto produziu uma sensação como o andar no ar, tornando impossível manter os pés sobre o terreno sólido e todo o corpo parecia vibrar num tom altíssimo. O bom senso veio em meu socorro. Parei com os exercícios, mas foram precisas duas semanas para sentir a sensação normal de andar com os pés em terra firme e para que cessassem as vibrações anormais.

Na parábola se diz que alguns foram rejeitados porque não tinham o Manto Nupcial. A menos que desenvolvamos o corpo-alma, qualquer outro intento para penetrar nos mundos invisíveis resultará em algum desastre. Não devemos acreditar ou depender de um instrutor que diga ter capacidade para rapidamente conduzir uma pessoa aos reinos invisíveis. Existe um só caminho – paciente persistência em fazer o bem.

NOTA: A Fraternidade Rosacruciana São Paulo, atribui à Sra. H.P. Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica e a outros autores, a introdução dos métodos orientais no Ocidente, os quais têm prejudicado a saúde física e psicológica de muitos aspirantes.

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O Quarto Evangelho

O Quarto Evangelho

Quarto Evangelho (João) – Esclarecimentos

Ennio Dinucci….

Segundo os ensinos da Filosofia Rosacruciana, o Quarto Evangelho não é de autoria do apóstolo que leva seu nome. Esta idéia, sem dúvidas, suscitará sérias críticas da parte de alguns leitores que contestarão a veracidade desta informação, embora não possam apresentar qualquer prova contrária. O autor do presente artigo sabe quanto é difícil desfazer-se de uma idéia ou opinião cristalizada e imposta pelas autoridades religiosas durante séculos, que se encontra profundamente enraizada no inconsciente coletivo. Esclarecemos que essa informação não é nossa. Ela foi dada no início do século XX por um homem excepcional, iniciado e mensageiro da Ordem Rosacruz, o qual foi encarregado de apresentar ao mundo ocidental um resumo dos ensinos dessa irmandade, o Sr. Max Heindel. Apoiados na autoridade comprovada desse sábio não nos preocupamos com as possíveis críticas ou negativas teológicas, quer do catolicismo romano ou seitas evangélicas. Seus expoentes não têm como refutar essas informações, uma vez que seus pareceres incompletos e intelectuais, carecem da autoridade espiritual concedida aos iniciados. Somente estes, cujas capacidades lhes permitem ler nos anais eternos da “memória da natureza”, estão aptos para comprovar a veracidade de qualquer acontecimento, mesmo que se tenham passado milhares de anos.

Segundo informações do Sr. Max Heindel, confirmadas pessoalmente pela investigação direta nas regiões do pensamento concreto, os quatro Evangelhos foram escritos por quatro diferentes Escolas de iniciação que empregaram os nomes dos apóstolos. Embora essas Escolas tenham em vista um mesmo objetivo, ou seja, o desenvolvimento espiritual do homem, os quatro livros foram redigidos distintamente com a finalidade de atender as necessidades psicológicas dos diferentes tipos humanos, simbolizados pela misteriosa esfinge do ocultismo tradicional. Sendo assim, o Evangelho de Mateus, representado pelo signo de Aquárius, seria a fórmula mais indicada para o tipo nervoso ou intelectual, no qual o Éter Refletor predomina. Este éter é identificado na esfinge pela cabeça humana, símbolo da inteligência investigadora. O Evangelho de Marcos, representado pelo Signo de Léo, é indicado ao homem de temperamento sangüíneo, no qual o Éter Luminoso encontra maior facilidade de expressão. A esfinge o representa através das garras de leão. O Evangelho de Lucas é representado pelo Signo de Taurus, a fórmula adequada ao homem que tem predominância do Éter Químico, cujo temperamento bilioso é simbolizado pelos flancos de touro da esfinge. Já o Evangelho de João é representado por uma águia, expressão superior do Signo de Escorpião. É o método que mais se adapta ao tipo sentimental ou de temperamento linfático. Neste prevalece o Éter de Vida, sendo representado na esfinge pelas asas de águia.

Embora haja pontos em comum entre os quatro Evangelhos, o de João é inconfundível em sua apresentação. O próprio nome João, traduzido literalmente, indica uma das mais altas faculdades que o homem deverá desenvolver e expressar, o amor altruísta. Sua abertura enigmática (João 1:1-14), que difere completamente dos demais, tem confundindo a perspicácia dos teólogos e estudiosos que pretenderam decifrá-lo empregando nesse trabalho suas inadequadas faculdades intelectuais, impróprias para penetrar seu sentido espiritual oculto nas suas entrelinhas. Os versículos de um a catorze do primeiro capítulo, especialmente, deram margens a estranhas especulações por parte de alguns teólogos do início do cristianismo, levantando sérias dúvidas quanto a sua inclusão no Novo Testamento. A incompreensão das suas teses parece ter despertado neles certa desconfiança e aversão, pois sua linguagem incomum está interpenetrada pelo espírito gnóstico e kabalístico do início do cristianismo. Alguns estudiosos dignos de crédito o correlacionam com as filosofias Neo-Platônicas oriundas da Escola de Alexandria, fundada por Ammonio Sacas.

Os preconceitos infundados contra a magia e o esoterismo, sustentados por alguns papas e ministros religiosos, levaram-os a desprezar e denegrir a sagrada ciência, resultando disso a perda das chaves ocultas e científicas das escrituras, cujas passagens foram e são interpretadas como fatos históricos ou milagres absurdos, impossíveis de serem aceitos por mentalidades mais desenvolvidas e independentes. A cobiça do poder temporal e o brilho do ouro anuviaram o entendimento dos teólogos. Portanto, os mistérios da iniciação, revelados sutilmente pela Bíblia, pelo Quarto Evangelho e, especialmente pelo Apocalipse (erroneamente interpretado como uma futura catástrofe mundial) transformaram-se para eles em enigmas incompreensíveis e indecifráveis. Entretanto, estava previsto pelo plano evolutivo que seus ensinos deveriam chegar aos dias atuais e, apesar das resistências sacerdotais, o Quarto Evangelho foi incluído no Novo Testamento e seus mistérios estão sendo revelados pelos Rosacruzes, por meio da sua excelsa filosofia.

As três Escolas cristãs conhecidas sob o nome de Mateus, Marcos e Lucas, dão início aos seus ensinos a partir do nascimento de Jesus em Beth-Lehem da Judéia, porém, a Escola de João não dá maiores detalhes sobre esse acontecimento. Seu principal protagonista entra em cena com a idade de trinta anos, dirigindo-se a João Batista para solicitar o batismo. “No princípio era o verbo”, diz a Escola autora desta obra mágica, revelando sutilmente que o mesmo poder (idéias) empregado pelo criador dos mundos para trazê-los à existência concreta, deverá ser usado pelo homem, quando este, esclarecido pela sagrada ciência, resolver empregar a inteligência e o amor para erigir a própria espiritualidade.

Setembro de 2004.

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Aos Filhos do Fogo

Aos Filhos do Fogo

São Paulo, 10 de Abril de 2002.

Ennio Dinucci…

Este texto tem como objetivo, rebater algumas idéias improcedentes expostas na internet, por uma organização sediada no Rio de Janeiro, intitulada “Fraternidade Rosacruz Max Heindel”, fundada pela senhora Irene Gómes Ruggiero (falecida), filiada a “The Rosicrucian Fellowship”, organização esotérica fundada pelo Sr. Max Heindel em 1912, na cidade de Oceanside nos EUA.

Estas linhas são de responsabilidade do presidente e instrutor da Fraternidade Rosacruciana São Paulo (FRSP), Escola Cristã Esotérica, fundada em 1929, que segue desde a sua fundação a orientação exclusiva do Insigne e Iluminado Instrutor, Sr. Max Heindel, exposta no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e demais obras do autor. Seu único objetivo é informar ao público leitor que navega pela internet e sente atração pelos ensinos ocultos, que a FRSP não é uma igreja com pendor eclesiástico e, por essa razão não poderia estar alinhada com a organização americana citada acima, uma vez que esta, desde a morte do seu Augusto Fundador em 1919, choca-se em vários aspectos com as diretrizes estabelecidas por ele, ao adotar métodos próprios das instituições clericais.

Nossa posição, diametralmente oposta à Sede Central Americana e aos seus centros filiados, é antiga e conhecida por todos os nossos leitores. Contudo, não é nossa intenção provocar atritos ou discussões inúteis com os seus representantes e, menos ainda, atrair novos estudantes e simpatizantes para a nossa Escola, mas apenas mostrar aos interessados que os ensinos Rosacruzes apresentados pelo Sr. Max Heindel, há muito tempo perderam sua pureza original, pois o acréscimo de idéias desautorizadas em suas teses, desvirtuaram-no em larga extensão.

Diante da grande quantidade de idéias tolas publicadas periodicamente na internet, os estudantes de boa fé encontrarão sérias dificuldades para distinguir o “trigo do joio”, isto é, separar a sã doutrina exposta pelo Sr. Max Heindel, do entulho filosófico apresentado por pessoas irresponsáveis, incapazes de se manterem fiéis aos ensinos originais. Entre elas destacamos uma escritora que tem aparecido com freqüência no noticiário rosacruciano: a Sra. Corinne Heline (falecida).

A fim de que os nossos leitores não nos julguem radicais e intolerantes, expomos as razões que nos impediram e impedem de trabalhar em sintonia com a “The Rosicrucian Fellowship”, razões estas que serão facilmente compreendidas pelos estudantes que se derem ao trabalho de examinar cuidadosamente e sem qualquer idéia preconcebida, as obras do Sr. Max Heindel, especialmente uma das mais importantes e significativas: “MAÇONARIA E CATOLICISMO”.

O conteúdo desse livro define claramente a posição do seu autor com relação aos ensinos do ocultismo tradicional, ao declarar-se “Maçon pelo coração”, desejando ardentemente que, para o bem duradouro da humanidade, vença a linha dos Filhos do Fogo, na qual se incluía. Afirma ainda, que sua preferência o situa numa linha “FRANCAMENTE CONTRÁRIA AO CATOLICISMO”, pois é do conhecimento das pessoas esclarecidas que o principal baluarte do catolicismo é a Virgem Maria, ao passo que Cristo é a “Pedra Angular” dos “Filhos do Fogo”!

O estudo dessa obra fará ver a qualquer pessoa dotada de bom senso e independência mental, as razões que nos levaram a discordar da direção clerical e aquática adotada pela Sede Central Americana, uma vez que a FRSP pertence à “Hierarquia do Fogo” com a qual seus estudantes se afinam completamente, constituindo-se em seus ardorosos e conscientes defensores. Em conseqüência dos fatos ocorridos, logo após a passagem do Sr. Max Heindel para os planos internos, preferimos realizar o trabalho doutrinário, independentemente, ajudando e esclarecendo a todos os aspirantes sérios que se aproximam da nossa Escola.

O lamentável engano em que incorreu a “The Rosicrucian Fellowship” e que a levou a decadência (aliás prevista pelo Sr. Max Heindel), foi ter subestimado o ideal maçônico, masculino e positivo dos “Filhos do Fogo”, que lhe servia de fundamento, para aderir aos sonhos espiritualistas, sentimentais, negativos e femininos dos “Filhos da Água”, promovendo um verdadeiro adultério filosófico, aceito passivamente por todos os centros filiados à Sede Mundial, que nunca se empenharam em estudar seriamente os ensinos rosacrucianos.

A “The Rosicrucian Fellowship”, logo após a saída do Mestre da sua direção em 1919, foi conduzida pela sua esposa, Sra. Augusta Foss Heindel, por trinta anos aproximadamente. Durante esse largo espaço de tempo, foram implantados nos serviços esotéricos organizados pelo Sr. Max Heindel, alguns rituais religiosos próprios da igreja católica, em franca contradição com os métodos empregados por uma verdadeira Escola Esotérica.

Como não poderia deixar de acontecer, a direção feminina e matriarcal dessa Sra., junto a outras do mesmo parecer, acabou por transformar a “Original Escola Esotérica” numa “igrejinha”, na qual transparecem claramente os ideais e métodos empregados pela linha sacerdotal. A Grande Escola Rosacruz fundada pelo Irmão Iniciado Sr. Max Heindel, degenerou-se logo a seguir, transformando-se numa instituição religiosa apenas, onde pontificam até hoje, a fantasia e os sonhos espiritualistas.

A ausência de uma direção masculina autorizada e a falta de entendimento dos seus diretores, levou a instituição ao extremo de realizar casamentos, batizados e ofícios fúnebres, além de outras cerimônias religiosas, imitadas por alguns centros de estudo filiados a ela, inclusive a “Fraternidade Rosacruz Max Heindel” citada acima, cuja fundadora aderiu plenamente a esta orientação negativa, por sentir naturalmente, uma vocação inata para o sacerdócio feminino! Perguntamos: o que a Escola Rosacruciana tem a ver com os métodos eclesiásticos e quem autorizou a direção de Oceanside a adotá-los? Seguramente não foram os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz!

Ao ler alguns folhetos de propaganda editados pela sede central de Oceanside e pelos centros de estudos filiados, particularmente a “Fraternidade Rosacruz Max Heindel” do Rio de Janeiro, encontra-se com freqüência artigos da senhora Corinne Heline, com a qual a direção desta organização parece ter grande afinidade.

As idéias e opiniões divulgadas por esta escritora, considerada por Oceanside como a grande pregadora da “Nova Era”, não nos impressionam, absolutamente, pois o mundo sempre esteve cheio de opiniões gratuitas que nada representam, quando confrontada com a “Sagrada Ciência”. O que leva a ocuparmo-nos dessa senhora, não é propriamente a qualidade dos seus escritos que, sem dúvida, refletem a mais exaltada fantasia, mas, o fato do seu nome ter sido vinculado indevidamente à Filosofia Rosacruciana pelos dirigentes da extinta escola de Oceanside, fazendo crer aos estudantes desprevenidos que seus ensinos são aprovados pela Ordem Rosacruz, também conhecida como Escola de Mistérios do Ocidente. Eis a principal razão deste artigo: o de alertar a esses estudantes.

Seus livros, recomendados pela Sede central Americana, figuram ao lado da bibliografia Rosacruz como expressões de verdades sublimes que todos os estudantes deveriam tomar conhecimento. É lamentável que suas conclusões tenham sido misturadas sem nenhum critério aos ensinos da Ordem Rosacruz e reverenciadas como frutos da mais alta sabedoria, pelos adeptos da “igrejinha” americana. Cremos que suas “assertivas” tenham contribuído largamente para a falência filosófica da “The Rosicrucian Fellowship”.Com o intuito de distinguir os ensinos da Ordem Rosacruz, das opiniões fantasistas dessa escritora e para que os estudantes desprevenidos não venham a pensar erroneamente que elas foram aprovadas pelo Sr. Max Heindel, a FRSP quer deixar claro que não comunga absolutamente com as suas idéias, nem atribui a Sra. Corinne Heline a autoridade que lhe é outorgada pelos seus admiradores (as), considerando-a apenas como mais uma estudante, vítima da própria fantasia.

Quanto ao título de “iniciada Rosacruz” conferido pela organização de Oceanside e pelo centro do Rio de Janeiro, teremos de concluir que seus dirigentes fazem uma idéia muito pobre e limitada a respeito dos Iniciados, pois estes demonstram um cuidado muito especial ao revelar seus ensinos, a fim de que as pessoas não encham suas cabeças com ilusões e quimeras espiritualistas. A maior prova desta afirmação nos foi dada pelo Sr. Max Heindel que sempre foi muito discreto ao discorrer sobre os ensinos superiores!

Ao confrontar os “ensinos” (?) dessa escritora com a Filosofia Rosacruz, a FRSP sente-se no dever de contestar grande parte das suas asserções filosóficas, considerando-as como fantasias espiritualistas, fortemente embebidas por um sentimentalismo maternal e clerical, especialmente quando faz menção à Virgem Maria, o supremo ideal da igreja católica romana.

Embora esta estudante tenha se dedicado ao estudo do ocultismo, seu temperamento sonhador dado às divagações místicas, refletem um feminismo exaltado, encadeado às idéias religiosas e românticas recebidas do clero da sua igreja. Ao invés de libertar-se da obscuridade dos dogmas clericais, alimentou-os com seu misticismo fanatizado, mesclando-os ingenuamente com o esoterismo rosacruciano, fazendo uma série de afirmações gratuitas que jamais poderiam encontrar respaldo nos Evangelhos e no ocultismo tradicional de todos os tempos. Somente aqueles que vibram no mesmo diapasão místico e sonhador dessa autora, podem aceitar seus “abalizados” ensinos.

É inacreditável a admiração que esta senhora suscitou no ambiente clerical de Oceanside, uma vez que o Sr. Max Heindel nunca citou seu nome em suas obras, nem fez qualquer alusão aos seus “escritos”, embora a autora faça inúmeros agradecimentos a ele por tê-la estimulado no seu trabalho. Da nossa parte somos inclinados a crer que Ele não chegou a ler esses trabalhos, pois se o tivesse feito não poderia tê-los aprovado.

O notável é que os corifeus de Oceanside se deixaram seduzir pelas suas arengas filosóficas, considerando-a como a discípula mais proeminente do Sr. Max Heindel, responsável pela introdução do “ideal mariano católico” nos ensinamentos de uma Escola que não tem nenhuma afinidade com a “Hierarquia da Água”.

Em uma de suas instruções, o Grande Instrutor aconselhou seus estudantes: “Nós não devemos aceitar nenhuma outra direção que não seja a de Cristo” . Hoje, depois de se ter passado mais de 100 anos desde a sua saída do cenário físico (janeiro de 1919), é visível a flagrante colisão entre este ideal sugerido pelo Mestre, com o fantasista ideal “mariano e negativo” que passou a reger o destino da “Ex-Escola” dos Filhos do Fogo!

Diante da postura filosófica adotada por Oceanside e pelos centros filiados, conclui-se que Cristo não é mais a “Pedra Angular” que norteia os ensinos da pretensa escola esotérica, embora seu nome seja citado com freqüência para disfarçar uma preferência injusta, como faz a igreja católica, que reverencia a Maria no lugar de Cristo.

O Supremo Mestre Iniciador foi relegado a um segundo plano pelos “Filhos da Água”, colocando em seu lugar uma figura humana (Maria), a qual nunca pleiteou para si o título de mestra, de divina senhora, de rainha do céu ou de mãe de Deus! Nas “Bodas de Caná” descritas pelo Evangelho de João, o estudante tomará conhecimento de uma das poucas frases proferidas pela mãe de Jesus que, qual colírio mágico deveria curar a cegueira dos seus deslumbrados adoradores: “Fazei tudo o que ele (Cristo) vos disser” (João 2:5).

A Digna Mãe do homem Jesus foi transformada (à sua revelia) numa deusa, num ídolo ou fetiche pela mentalidade deformada dos clérigos e dos adulteradores de filosofias. A sublime mãe de Jesus, pela qual temos o mais absoluto respeito e consideração (cuja figura é o símbolo do poder criador da “Imaginação” em todas as tradições esotéricas); na visão distorcida da Sra. Corinne Heline e dos membros da ex-escola de Oceanside, transformou-se num poder paralelo ao de Cristo, ou talvez maior, com capacidade para liderar os anjos (onda de vida mais evoluída do que a humana) e dirigir todos os assuntos relacionados com a evolução terrestre, “especialmente os que dizem respeito a emancipação feminina”. Este fato nos leva a considerar uma verdade indiscutível: tudo na vida pode encontrar seus limites, menos a fantasia humana!

Sem dúvida a profecia feita pelo Sr. Max Heindel, inserida na obra (Ensinos de um Iniciado) realizou-se integralmente: a Escola desapareceu devido “a usurpação do poder”, dando lugar à igrejinha negativa e irresponsável, sem qualquer esperança de redimir-se para reassumir sua antiga condição escolar, pois seus associados ao aceitarem sua orientação distorcida, provam que não se dirigem pela razão, pela lógica e bom senso, aceitando inconscientemente o lamentável adultério filosófico que lhe é imposto pela direção desautorizada da organização.

Somos do parecer que a vasta propaganda realizada pela “The Rosicrucian Fellowship”, através da internet, deveria incluir a profecia feita pelo Mestre, impressa em caracteres gigantescos, para que o mundo inteiro tomasse conhecimento do seu conteúdo! O tempo, que prova o valor de todas as coisas, se encarregou de demonstrar que a profecia aconteceu muito mais depressa do que se poderia esperar! A previsão feita pelo Iluminado Instrutor não se referia à acontecimentos que viriam a suceder num futuro distante, não! Os fatos provaram e continuam provando que ela realizou-se logo após sua passagem para os mundos espirituais!

Reconhecemos que não é muito agradável revolver acontecimentos passados e presentes, que maculam a extinta escola americana e seus satélites espalhados pelo mundo. Não somos puritanos, conhecemos nossos defeitos e não alimentamos qualquer sonho relacionado com perfeição, porém, possuímos uma virtude: “A FIDELIDADE”, e esta, nos leva a defender os Ideais Rosacrucianos que abriram a nossa consciência, revelando-nos a verdade!

Como ninguém tomou a iniciativa de denunciar esta fraude filosófica, a FRSP o faz como já o fez no passado, através da palavra do seu fundador, Sr. Lourival Camargo Pereira, e como o faz nestes últimos doze anos através do atual Instrutor, que assume inteiramente a responsabilidade destas informações. As principais armas do Espírito serão sempre a consciência, a razão, a lógica e o bom senso e, como não poderiamos deixar de mencionar, a “coragem” para expor a verdade e desmascarar a mentira! Estes fermentos poderosos constituíram em todos os tempos o apanágio dos “Filhos do Fogo” e estes, não reconhecem nem reverenciam nenhum outro poder ou autoridade a não ser o da “LUZ DO MUNDO” (Fogo), o Adorável Espírito de Cristo!

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Filosofia Rosacruciana

Filosofia Rosacruciana

Max Heindel…

Com o objetivo de eliminar uma concepção comum e errônea, desejamos esclarecer os estudantes que não somos Rosacruzes pelo fato de estudarmos seus ensinamentos, nem ainda nossa admissão no Templo nos dá o direito de adotar esse título. O autor, por exemplo, é unicamente um “irmão leigo”, um discípulo e, sob nenhuma circunstância chamaria a si mesmo de Rosacruz.

Sabemos muito bem que, quando um rapaz gradua-se numa escola primária, nem por isso está preparado para ensinar. Deve antes passar pelo ensino médio e faculdade e, ainda então, pode acontecer que não se sinta inclinado a ser professor. Do mesmo modo, na escola da vida, por um homem ter-se graduado na Escola de Mistérios Rosacruzes não é, ainda assim, um Rosacruz. Os graduados nas várias Escolas de Mistérios Menores passam às cinco Escolas de Mistérios Maiores. Nas quatro primeiras, passam pelas quatro Grandes Iniciações, e por último alcançam o Libertador, recebendo conhecimentos concernentes a outras evoluções, e onde se lhes dá a escolher entre ficar aqui para ajudar a seus irmãos, ou entrar em outra evolução como auxiliares. Os que escolhem ficar aqui como auxiliares recebem diversas tarefas, de acordo com seus gostos e inclinações naturais. Os Irmãos da Rosacruz estão entre esses Compassivos Seres, sendo um sacrilégio arrastar pela lama o nome “Rosacruz”, usando-o como título próprio, quando não somos mais do que estudantes de suas Sublimes Doutrinas.

Da obra “Conceito Rosacruz do Cosmos”

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Diretrizes da Fraternidade

Diretrizes da Fraternidade

Fraternidade Rosacruciana São Paulo é uma Escola Cristã Esotérica no mais elevado sentido. Não é uma seita religiosa nem uma invenção ou montagem filosófica da moda. Não é uma igreja. Seus Diretores e Conselheiros jamais recebem em tempo algum qualquer remuneração pelos serviços prestados aos seus estudantes, ou pelas instruções orais ou escritas que generosa e liberalmente oferecem. Todos eles, sem exceção, exercem suas profissões e vivem delas. O Esoterismo superior não se presta a qualquer tipo de comércio, não é ofício, portanto não explora aqueles que, de boa fé, dele se aproximam.

A Fraternidade tem como Pedra Angular dos seus Ensinos os Evangelhos de Jesus-Cristo e a Filosofia Rosacruz. Segue, desde a sua fundação em 1929, a orientação segura do insigne e iluminado Instrutor Sr. Max Heindel, representante Iniciado e autorizado pela Ordem Rosacruz para apresentar seus Ensinos.

Contudo, a Fraternidade é uma Escola independente e comprovada pelo tempo. Não está e nunca esteve filiada ou subordinada a nenhuma organização congênere, nem mesmo aquela que, no início do século, foi fundada pelo Venerável Representante da Ordem. A Fraternidade mantém-se fiel ao Espírito dos Ensinos oferecidos pela Augusta Irmandade, não tendo nada a ver com os interesses, fantasias e interpretações das organizações que se dizem sua representante.

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Aos Interessados

Aos interessados

Ennio Dinucci….

Em vista do crescente número de publicações de obras esotéricas e de “sites” na “Internet”, a “Fraternidade Rosacruciana São Paulo”, Escola Cristã Esotérica, fundada em 1929, vem a público pela primeira vez, através do seu Instrutor, para tornar clara sua posição frente aos ensinos esotéricos que vêem sendo divulgados ultimamente.

É evidente que nossas palavras não ecoarão naqueles que se deixam encantar pelo ocultismo medíocre e sensacionalista da atualidade, pois temos certeza que serão rejeitadas de antemão sem qualquer exame mais profundo. É muito difícil reconhecer o próprio engano e mudar o enfoque mental, especialmente quando se trata de aceitar uma verdade fundamentada na razão e na lógica, contrária a todas as ilusões sustentadas até então.

Entretanto, sempre existem pessoas inteligentes e de bom senso que prezam sua liberdade mental e de consciência, capazes de pensar e desenvolver um raciocínio lógico, o que as impedem de aceitar qualquer tolice esotérica, por mais maravilhosa que seja. É a estas pessoas que nos dirigimos respeitosamente, com o único intuito de esclarece-las e servi-las fraternalmente!

Que este “site” não seja considerado como propaganda da nossa entidade ou como críticas caprichosas e destituídas de qualquer fundamento, mas tão somente como a advertência de uma Escola que se tem pautado pela seriedade e honestidade dos seus ensinos, provavelmente, a mais antiga organização esotérica do Estado de São Paulo e do Brasil, depois do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento.

Não é nenhuma novidade que grande parte dos movimentos esotéricos e das religiões populares, se transformaram em negócio rendoso. Todavia, no campo do espiritualismo, especialmente, o assunto está extrapolando todos os limites, levando as pessoas a adotarem idéias estranhas e absurdas, afastadas totalmente do espírito da verdade e da Inteligência.

O que se apresenta hoje em dia com o nome de esoterismo – com raras exceções – não passa de fantasia barata e de mau gosto, considerando que a “Sagrada Ciência” é algo muito sério que jamais poderá ser difundida da forma sensacionalista, supersticiosa e fanática como vem sendo apresentada. Como seu próprio nome indica (esoterismo), este ensino será sempre oculto (apesar da propaganda) e reservado para poucos, não se assemelhando em nada a essa burla espiritualista apresentada em nossos dias.

Que o mundo está vivendo uma fase difícil da evolução, é facilmente notado por qualquer pessoa inteligente e observadora, e a principal característica desta época é a falta de autoridade, de caráter e dignidade, em todos os campos das atividades humanas, sejam elas, religiosas, filosóficas, sociais, familiares e políticas.

Por incrível que pareça, nenhuma voz autorizada se faz ouvir para contestar esse estado de coisas deploráveis e defender a virtude e a justiça. Esta situação de abandono e desesperança frente aos valores mais nobres da sociedade; causa a impressão de que as pessoas estão anestesiadas e como que impotentes diante dessa triste realidade, esperando passivamente por algum acontecimento excepcional que acabe com esse marasmo moral, embora não saibam precisar exatamente quando, e de que forma virá esta reação.

A falta de respeito pelas coisas sagradas, o egoísmo, a imoralidade e a ganância pelo dinheiro fizeram com que muitos indivíduos sem escrúpulos, trouxessem a público um esoterismo “forjado” segundo os seus interesses, o qual só existe na fantasia astuciosa e doentia dos seus inventores.

Este amontoado de idéias tolas e sem fundamento são divulgadas amplamente através de livros, pela internet, pela TV e por jornais e revistas de grande circulação, angariando a confiança de um público ingênuo e despreparado, que eleva seus autores a categoria de mestres e autoridades no assunto.

Ao ouvir ou ler suas arengas espiritualistas, tem-se a impressão de que foram eles que inventaram o esoterismo. As idéias mais disparatadas e absurdas são apresentadas descaradamente como oráculos incontestáveis! O negócio é lucrativo e não é pequeno o número de aventureiros (as) que estão fazendo fortuna às custas da astrologia, do tarô, da numerologia, da quiromancia, das runas, dos búzios, etc., julgando-se capazes de prever a sorte e o futuro das pessoas, das empresas comerciais e até mesmo das nações.

Até mesmo alguns médicos (as) e psicólogos (as) resolveram aproveitar a “onda oculta”, para fazer tratamentos psíquicos e regressões a “Vidas Passadas” como a coisa mais natural do mundo; como se essa volta ao passado fosse coisa fácil e estivesse plenamente sob o seu controle! É inacreditável que esses ilusionistas queiram nos convencer da veracidade das suas experiências, especialmente quando se toma conhecimento dos meios, por eles empregados, para realizar seus prodígios!

É obvio que a Fraternidade Rosacruciana São Paulo não tem nada a ver com esses ilusionistas sem caráter e com suas empresas comerciais, entretanto, tem a obrigação moral e espiritual de prevenir a todos aqueles que, sugestionados pela hábil propaganda, estão sendo atraídos por esse ocultismo de fancaria, disseminado por toda à parte como erva daninha.

O maior Mago Kabalista do século XIX, Eliphas Levi, deixou registrado em uma das suas obras (Dogma e Ritual da Alta Magia) uma frase muito oportuna e que se encaixa perfeitamente na presente época. Diz ele: “Há uma verdadeira e uma falsa ciência, uma magia divina e uma magia infernal, isto é, mentirosa e tenebrosa; temos de revelar uma e desvendar outra; temos de distinguir o Mago do feiticeiro e o Adepto do charlatão”.

Como se pode observar facilmente, em todos os tempos existiram discípulos de “Simão o mago”, sempre dispostos a fazer um bom negócio com os ensinos ocultos. Contudo, essa triste realidade não deve impressionar negativamente as pessoas, pois o falso faz supor o verdadeiro e o primeiro cuidado que elas devem ter ao aproximarem-se do ocultismo, é a escolha de um ensinamento honesto que tenha em vista um objetivo lógico, justo e bem definido e, sobretudo, que esteja de acordo com o método de desenvolvimento espiritual próprio dos povos ocidentais, isto é, o Cristianismo.

É preciso que se saiba que os ensinos dos Evangelhos são praticamente desconhecidos, embora sejam inúmeras as seitas evangélicas que pregam sua doutrina, como também é grande a quantidade de edições, revistas e melhoradas (adulteradas) que se fazem desta obra em todos os idiomas.

A título de esclarecimento queremos fazer notar aos leitores que, a palavra “adulteradas” no lugar de “revistas e melhoradas”, é mais adequada, uma vez que os tradutores, presos apenas à letra dos ensinos, ignoram o significado espiritual das palavras que foram empregadas no original, e ao trocá-las por outras, que julgam mais ajustadas, adulteram o sentido interno ou esotérico que as quatro Escolas Evangélicas (Mateus, Marcos, Lucas e João) pretenderam transmitir.

Os tradutores da Bíblia e dos Evangelhos fariam um trabalho louvável, se limitassem seus esforços á tradução exata das palavras, sem se preocuparem em melhorar o sentido das idéias transmitidas, pois este, eles desconhecem completamente, embora conheçam as frases de cor e salteado, repetindo-as mecanicamente como os papagaios.

O valor desses livros não reside nos fatos históricos ou biográficos, pois estes são de menor importância. Seu significado é espiritual e tem um sentido muito mais elevado e transcendente, do que aquele que lhe é dado pelas religiões católica e evangélicas; suas passagens são misteriosas e obscuras e não podem ser tomadas ao pé da letra, como é feito erroneamente pelos investigadores intelectuais que não enxergam nada além das palavras escritas.

Os acontecimentos históricos descritos em suas páginas são apenas o lado exterior ou simbólico de uma realidade interna ou esotérica, totalmente desconhecida da maior parte dos estudiosos, incluindo o clero e os ministros evangélicos. Sem as chaves apropriadas, que só as verdadeiras Escolas Esotéricas possuem, é praticamente impossível decifrar seus enigmas.

Há um bloqueio psicológico no interior do homem terrestre que o impede de “receber” a verdade e entende-la. Esse bloqueio, ou véu diante dos olhos como o chamava São Paulo, é constituído por pensamentos e emoções negativas sintonizadas com o mundo e seus atrativos, especialmente, a identificação com o próprio corpo e com as posses materiais.

Os ensinos dos Evangelhos, quando entendidos, dissolvem essas ilusões efêmeras, mostrando ao homem que a vida material é apenas uma ilusão fugaz que passa como um sonho e que a trajetória entre o berço e o túmulo é muito curta, alertando-o para que esse acontecimento (morte) não caia sobre ele como um laço!

Por mais dura e realista que seja esta verdade, o homem não pode escapar desta realidade e a única alternativa que lhe resta, é compreender sua própria situação, procurando conhecer e ajustar-se com as leis e princípios que regem a sua vida. É de fundamental importância que ele compreenda o sentido das palavras misteriosas pronunciadas pelo Salvador dos homens: “Em verdade, em verdade vos digo: Se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente” (João 8:51).

O homem é um Espírito Filho de Deus e sua maior necessidade consiste em tomar consciência desta verdade fundamental! Por outro lado, sua evolução ainda é muito pequena; sua consciência é relativa e frágil, identificada totalmente com o mundo e subjugada pelo personalismo egoísta e materialista.

Embora sinta intuitivamente que existe um plano evolutivo que rege a sua vida e sobre o qual não exerce nenhum controle, e também da existência de um “ensinamento sério” que pode orientá-lo nesse processo (evolução), a atração pelas coisas terrestres é muito forte ainda, e a falta de uma explicação lógica e sensata faz com que estas ilusões mundanas se sobreponham aos seus interesses mais elevados.

O grande problema do homem de consciência relativa (física), é que esses ensinamentos superiores – que são expressões de Leis e Princípios que regem a evolução – não compactuam com as suas ilusões e pretensões mundanas e, desta forma, esses ensinos surgem ante a sua consciência como algo muito acima da sua capacidade atual de compreensão; como uma verdade inexorável, difícil de ser aceita e de ser vivida praticamente.

Assim como o alimento físico sustenta o corpo, dando-lhe condições para enfrentar as lutas da existência material, a alma também necessita de um alimento especial que lhe é ministrado na forma de idéias mais elevadas e refinadas, numa tentativa de libertar a Mente do homem das ilusões criadas pelos cinco sentidos físicos.

Porém, como a maioria não pode entender e suportar um ensinamento de nível mais elevado, buscam um paliativo nas idéias e verdades incompletas divulgadas pelas religiões e pelo esoterismo popular; um apoio ilusório que lhes permitam alimentar e sustentar seus sonhos terrestres, apoiados em idéias metafísicas forjadas, muito próximas das suas ilusões.

O problema é que esse alimento, na maioria das vezes é prejudicial à saúde anímica do indivíduo, podendo até mesmo envenená-lo mentalmente, levando-o a mesclar a mentira com a verdade, promovendo um verdadeiro adultério psicológico que o afastará ainda mais da sua realidade espiritual.

Os “Ensinos Superiores” são provenientes dos Irmãos Maiores e Guias da humanidade e não são dirigidos a todos indistintamente como erroneamente se supõe; a hierarquia (nível de entendimento) é um fato indiscutível e pode ser provado facilmente.

Esses ensinos são organizados especialmente para aqueles que alcançaram um certo nível evolutivo; para os indivíduos que se tornaram capazes de desvincular sua “RAZÃO” do mundo dos sentidos, das emoções, das simpatias sectárias e das pretensões intelectuais de toda a ordem. É mister compreender que acima das opiniões mundanas e particulares, está a Verdade!

Quando a “Razão” se emancipa da “Emoção”, cessam os caprichos e opiniões pessoais, e o homem se desperta para uma nova realidade desconhecida até então. Esse despertar anunciado pelos Evangelhos, fazem-lhe ver a necessidade imperiosa de despejar da sua mente, uma quantidade imensa de idéias tolas; de opiniões, de conceitos e preconceitos aos quais dava um valor inestimável e que agora, ao tomar consciência de uma verdade mais elevada, percebe que tudo isso não tem nenhuma importância maior; que a verdade independe dos seus pontos de vista e das opiniões cientificas; que a Terra continua girando em sua órbita sem a sua ajuda e sem os seus palpites!

Que esta tomada de consciência é de suma importância, qualquer indivíduo dotado de bom senso poderá avaliar, pois quase sempre o que satisfaz os desejos e aspirações terrestres das pessoas, provam não ser o melhor para elas.

Procuramos demonstrar que a verdadeira ciência da alma, não tem qualquer afinidade com os interesses e prazeres mundanos; com os caprichos e pretensões à sabedoria do homem sensorial sintonizado com o mundo. Por outro lado, as “falsas escolas” falam a mesma língua do homem comum e comungam com os mesmos ideais deste, de outra forma não poderiam atraí-lo e explorá-lo como o fazem!

Admite-se geralmente, dentro da lógica mais elementar que uma escola de engenharia, tem como finalidade a formação de engenheiros, desde que seus alunos sejam aplicados e conscientes das finalidades dessa instituição.

Entretanto, o mesmo princípio parece não ser considerado quando se trata das escolas ocultas, pois tudo indica que a maior parte dessas organizações que se dizem esotéricas, não possuem qualquer Ideal espiritual mais elevado que esteja em sintonia com o Plano Evolutivo; algum alvo ou finalidade que possa ser alcançada com a prática dos seus ensinamentos.

Esta é a primeira observação que há de ser feita pelo Aspirante à Vida Superior, pois de que valeria seguir um ensino que agrada a personalidade mundana mas que não dá razões dos seus objetivos espirituais? Se a instituição não for capaz de lhe explicar racionalmente quais seus objetivos e quais os meios que hão de ser empregados afim de alcançá-los, o aspirante deve abandoná-la imediatamente, pois se encontra diante de uma impostura.

É preciso admitir logicamente que, assim como existe um ocultismo falso, utilitário e comercial que visa apenas o lucro e a fama; deve haver um Ocultismo Superior e Verdadeiro, conhecido por uma minoria seleta, que tenha por objetivo o conhecimento de si mesmo e a conquista do Entendimento Espiritual e da Sabedoria.

É claro que o primeiro, mais fácil e agradável às massas populares, é a sombra negra do segundo, da mesma forma que a falsificação ou cópia de uma obra de arte é apenas a caricatura da obra original.

Por meio da internet é possível tomar contato com uma serie enorme de idéias espiritualistas da atualidade e com uma plêiade de mestres e mestras para todos os gostos; é possível até encontrar alguns, que se consideram reencarnações do Espírito de Cristo, dispostos a oferecer seus maravilhosos planos de salvação a todos aqueles que são suficientemente ingênuos para aceitá-los, desde que se pague o preço estipulado, é claro!

A maior parte dos ensinos apresentados por esses “mestres”, não resistem a qualquer exame mais sério e profundo, e qualquer estudioso prático sente que lhes falta peso, autoridade e sinceridade, pois carecem do “Entendimento Espiritual” que não se encontra nos livros, nem nas opiniões particulares de quem quer que seja!

Esses artigos raramente são frutos do entendimento do autor, mas sim, trechos extraídos das várias obras ocultistas do passado e do presente (algumas até perigosas) complementados pelas fantasias intelectuais próprias de cada “mestre”, mesclados e disfarçados habilmente e apresentados ao grande público como conhecimento próprio.

O título que mais se ajustaria a esses ensinos seria “colcha de retalhos” por incluírem as mais variadas e contraditórias idéias. Nem mesmo os ensinos da Filosofia Rosacruciana, apresentada pelo Sr. Max Heindel, tem escapado da sanha egoísta destes falsificadores, desejosos de mostrarem seus abalizados conhecimentos, esquecidos de citarem as fontes de onde foram extraídos!

A esse resultado chegam, fatalmente, todos aqueles que se deixam encantar e ofuscar pela ganância, pela astúcia e pelas falsas luzes do intelecto; aqueles que estão saturados pelas mais desencontradas idéias ou pelo excesso de leituras filosóficas, especialmente as provenientes do ocultismo oriental e pela vasta e desautorizada doutrina espirita, condenada francamente pela Bíblia, pelos Evangelhos e pelas tradições esotéricas superiores de todos os tempos.

É inacreditável que qualquer indivíduo que tenha lido meia dúzia de livros e que nunca passou por qualquer experiência espiritual mais profunda, já se julgue autorizado a ensinar, enviando mensagens maravilhosas, sobre os druídas, Gnósticos, Essênios, Anjos, Arcanjos, Duendes e Seres Superiores de todos os níveis. Nem mesmo o famoso Conde de Saint-Germain, uma das figuras mais notáveis e enigmáticas do passado, escapou da astúcia filosófica desses charlatães.

Se perguntarem ao aluno da escola de engenharia o que ele espera receber ao terminar seus estudos, ele responderá com toda a naturalidade: O diploma de engenheiro.

Infelizmente se esta mesma pergunta for feita aos alunos das inúmeras “escolas esotéricas” da atualidade, seguramente muito poucos seriam capazes de responder com a mesma segurança, tal a disparidade de ensinos e a confusão filosófica originada por eles!

No começo do cristianismo São Paulo já advertia seus discípulos, dizendo: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo: porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Cl.2: 8-9).

Por outro lado, é preciso considerar também que, grande parte das pessoas não anda em busca de ensinamentos fundamentados na Verdade e na Razão, mas atrás de especulações filosóficas, de sonhos e fantasias espiritualistas, que possam satisfazer suas aspirações e desejos terrestres, tais como: amores impossíveis, dificuldades de saúde ou financeiras, conquista da fama e da glória, emprego ou ainda a satisfação de alguma aspiração secreta e inconfessável!

Por essa razão, as Escolas Esotéricas verdadeiras são muito raras e de difícil acesso. Seus ensinos mais profundos são secretos; não são escritos, só podendo ser transmitidos a discípulos comprovados e, em alguns casos especiais, de boca para ouvido.

O Caminho que conduz à Verdade Interior não é fácil, é estreito, apertado e difícil de ser achado. Só o “merecimento” pode levar um homem ou uma mulher a encontrá-lo! Vê-se, pois, que este ensino não tem nada em comum com esse esoterismo romântico e sonhador da presente época, muito menos com essa bazófia mística conhecida como “New Age” (Nova era) que se transformou numa instituição milionária às custas dos ingênuos que a ela se filiam.

Também são muito raros aqueles que estão dispostos a fazer um sacrifício pelos seus ideais superiores e a desenvolver cientificamente suas faculdades espirituais, para poderem entrar legalmente nos mundos internos.

Os ensinos promulgados por uma Escola Esotérica Genuína tem em vista a conquista de um “Objetivo Superior” que não pode ser vendido ou barganhado; o esoterismo não é uma mercadoria com a qual se faz negócio!

Só as intenções sinceras e honestas podem conduzir um homem para uma “Instituição Esotérica Superior”. Sem estes dois atributos indispensáveis (sinceridade e honestidade), é praticamente impossível encontrá-la, se bem que algumas vezes um encontro acidental possa acontecer, pondo um indivíduo sem esta classificação, em contato com seus ensinos.

Nesse caso, as vibrações discordantes da sua mentalidade, não lhe permitirão permanecer por muito tempo sob o seu círculo de influências, pois os objetivos de tal pessoa e os da Escola com a qual entrou em contato, são divergentes e contraditórios e por essa razão, não se harmonizam entre si!

Há uma Lei invariável que decreta: “Os semelhantes se atraem”, o que equivale à afirmação inversa: Os que não são semelhantes não se atraem e não se unem!

Numa Instituição Esotérica Superior os ensinos ocultos são expostos dentro da lógica mais irrepreensível e com o mais absoluto respeito aos seus estudantes. Sua principal característica é o desprendimento e desinteresse dos bens materiais. Tal organização sempre se apresentará de forma discreta e respeitosa sem fazer qualquer alarde das suas atividades; não contará com um grande número de estudantes e, em hipótese alguma será uma instituição milionária!

Apoiada nesses princípios que regem suas atividades, a Escola Autentica, não cobra taxas de inscrição nem mensalidades; não vende instruções, iniciações, distintivos, medalhas, rosários, velas, incenso, etc.; não possui nenhum museu especial para abrigar cadáveres (múmias egípcias), como também, não promove pacotes turísticos aos lugares considerados “místicos” (Egito, Machu Picchu, Índia, Caminho de Santiago de Compostela, etc.), uma vez que o único lugar místico que interessa realmente conhecer, é o interior do próprio homem!

A organização que assim procedesse, voltada totalmente para a exploração dos seus associados, jamais poderia ser uma “Escola Genuína”, seria apenas um estabelecimento comercial para a exploração de um negócio qualquer e não teria nada a oferecer no campo da verdadeira espiritualidade, a não ser a mentira e a fraude.

Idéias sensacionalistas, duvidosas, não comprovadas e contrárias à elevação moral e espiritual do homem, fariam da instituição um instrumento cego da falsidade e da loucura, ou melhor, uma associação fundada por charlatães, preocupada apenas com o lucro fácil, adulterando vergonhosamente os ensinos superiores! A rigor não passaria de uma arapuca ou armadilha espiritualista.

Desgraçadamente, é isso que está acontecendo na atualidade e a maior parte das organizações espiritualistas e seus pretensos orientadores, estão se constituindo como agentes cegos e inconscientes do “Anti-Cristo” (contrários a verdade), o mesmo podendo-se dizer de vários movimentos religiosos, organizados por correntes evangélicas e católicas que estão transformando a religião numa discoteca em praça pública e num circo de péssimo gosto.

Por uma questão de consciência e dever moral, chamamos a atenção dos interessados no esoterismo – especialmente os novatos movidos pela boa fé – que não se impressionem com as mensagens bonitas e habilmente transmitidas pelos pretensos mestres e mestras da atualidade, especialmente daqueles que se comprazem em mandar mensagens “Via Internet”, acobertados por pseudônimos curiosos e sugestivos, que servem para encantar e iludir os ingênuos, fazendo-se passar sutilmente por mestres, iniciados e sábios.

Diz o antigo adágio que o diabo (mentira) promete todos os bens, mas em realidade nunca dá nada. Este adágio é sábio. Poderia-se porventura esperar algo de alguém que nada possui de “seu” a não ser fantasias e ilusões livrescas ? Poderia alguém oferecer um valor real no campo da espiritualidade, quando sua alma está saturada de egoísmo, de vaidade e de interesses comerciais de toda a ordem? “Não se colhem uvas dos espinheiros nem figos dos abrolhos” Disse o Divino Mestre em sua Sabedoria. (Mateus 7:16)

Voltamos a enfatizar que os interessados pelo ocultismo devem ter seus olhos bem abertos para investigar profundamente todo e qualquer ensino que desperte o seu interesse; devem empregar toda a sua capacidade mental de raciocínio lógico e de inteligência, para não chegarem ao lamentável resultado de comprar Joio por Trigo.

É provável que ao lerem este texto, muitos estudiosos se sentirão chocados, argumentando que não é bem assim; que somos exagerados e que todas as correntes esotéricas são válidas e que as pessoas tem o direito de manifestarem suas opiniões e pontos de vista sobre o assunto. Afirmarão também que somos intolerantes, críticos, combativos, etc.; que há várias formas de chegar ao conhecimento da verdade e que todos os caminhos conduzem a Roma, etc. etc.

Todas estas reações e argumentações já eram esperadas, e não nos causam nenhum constrangimento nem abalam nossas convicções!

A Filosofia Rosacruciana, da qual somos estudantes e expositores, não foi inventada por nós, ela é patrimônio exclusivo da “Ordem Rosacruz”, a Venerável Escola dos Mistérios Menores do Ocidente, na qual nos apoiamos para denunciar essa fraude esotérica que, astuciosamente pretende se apossar da mentalidade das pessoas. Graças aos seus ensinos aprendemos a raciocinar com lógica e bom senso, não aceitando qualquer baboseira que se apresente com o título de esoterismo; sabemos distinguir o trigo do joio!

Queremos esclarecer, também, que a “Fraternidade Rosacruciana São Paulo” não está e nunca esteve filiada ou subordinada a nenhuma organização congênere, muito menos a “The Rosicrucian Fellowship” sediada na cidade de Oceanside nos U.S.A., uma vez que esta entidade se afastou consideravelmente do espírito dos ensinos deixados pelo Sr. Max Heindel, enxertando em seus princípios as fantasias e sonhos filosóficos da Sra. Corinne Heline, fundadora e diretora da “New Age”.

Também queremos que fique claro que a “Ordem Rosacruz”, não tem qualquer ligação com uma organização que se diz espiritualista (AMORC) que, ao apropriar-se indevidamente deste nome, o registrou como marca da sua empresa espiritualista. Precaução inútil, aliás, pois o rótulo de um vinho famoso numa garrafa de vinagre, não o transforma em vinho de qualidade superior, os entendidos não se deixarão enganar!

Esclarecemos também que a Augusta Escola citada acima (Ordem Rosacruz), é eminentemente “Cristã”, não tendo nada a ver com as tradições do antigo Egito. Passamos aos interessados o “Endereço Eletrônico” de um site da Internet em que é exposta a verdadeira historia da “AMORC” e do seu fundador o Sr. Harvey Spencer Lewis, a todos aqueles que estão interessados em conhecê-la: http://members.Es.tripod.de/truthamorc/index.Html

A Fraternidade Rosacruciana São Paulo, já conta 71 anos de existência sempre fiel aos ensinos recebidos dos Rosacruzes, por intermédio do Sr. Max Heindel. Portanto, já é bastante adulta; viu e experimentou muita coisa dentro deste campo; é experiente e não surgiu dessa febre espiritualista que assolou o mundo nos últimos anos. Ela já existia antes e dessa forma pôde assistir o nascimento dessa farsa esotérica que vigora na atualidade!

Também não vemos razão alguma para que alguém possa agastar-se com as nossas palavras, por acaso seu autor escreveu algum absurdo ou fez qualquer afirmação que não corresponda à veracidade dos fatos? Teria ele se insurgido contra os ensinos do verdadeiro Cristianismo Esotérico, ferindo a Razão e a Lógica? Não disse o Divino Mestre nos Evangelhos que “(…) se os discípulos se calarem, as próprias pedras clamarão?” (Lucas 19:40)

Não aceitamos a idéia de que todos os caminhos são bons, pois há alguns que decididamente não o são. Não concordamos também, com a falsa idéia de “liberdade de expressão” que permite a qualquer um falar e escrever o que bem entende, quando não tem autoridade para tanto e não sabe o que esta dizendo.

É preciso que os especuladores saibam que existem organizações e estudantes sérios que não engolem qualquer patacoada filosófica, mesmo que ela seja bonita e impressionante! Os corifeus do moderno espiritualismo terão de se convencer de que, apesar das aparências em contrário, há muita gente que pensa e raciocina com a própria cabeça, portanto, não aceitam suas tolices esotéricas, apresentadas com ares de sabedoria.

Não! não são todos os caminhos que conduzem a Roma como pretendem alguns, como nem todos os sistemas religiosos e filosóficos conduzem a Deus; alguns levam a loucura! Só existe uma única Via que leva a realidade espiritual – A Via inaugurada por Cristo. São suas estas palavras: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14: 6). Em contrapartida são muitos os caminhos que levam os ingênuos para o desequilíbrio psíquico e mental.

As palavras escritas ou faladas podem representar poderosas sugestões que muitas vezes produzem efeitos hipnóticos ao apoderarem-se da vontade e da mentalidade das pessoas, especialmente das sensitivas e de boa fé cega e ignorante. As palavras são transmissoras de IDÉIAS, e estas, podem ser verdadeiras e justas, como podem ser falsas, mentirosas, injustas e até perigosas.

Não é raro o número de estudantes desprevenidos que tiveram suas faculdades mentais e psíquicas abaladas, por adotarem idéias absurdas e por terem posto em prática exercícios inadequados, recomendados por autores inconscientes e irresponsáveis; por pseudo-escolas cujos ensinos só confundem e desorientam!

O estudo sério e sistemático acompanhado por uma profunda meditação (raciocínio), é o primeiro passo que todo investigador inteligente deve necessariamente dar, antes de se por a praticar quaisquer exercícios. A aceitação de um ensino sem um profundo exame e ainda por cima, acompanhado de certas práticas, podem levar o candidato a conclusões falseadas que o introduzirão num labirinto mental de difícil retorno!

Sem o famoso “Fio de Ariadne” (Verdade ou Ensino autorizado), não há nenhuma garantia de chegar-se ao conhecimento de Si Mesmo e alcançar o sucesso. Convém seguir o conselho de São Paulo, o maior Instrutor do Cristianismo prático: “Examina tudo e escolhe o que for melhor”.

Outro lado curioso da questão é o que diz respeito à popularidade da maior parte dos livros esotéricos. Quando um escritor espiritualista é consagrado e admirado pelas massas populares e elevado às alturas da glória e da fama, pode-se estar seguros de que as idéias apresentadas em suas obras, não têm nenhuma importância maior; é apenas sensacionalismo barato!

Com exceções muito raras, suas idéias estão sintonizadas com o nível terrestre e relativo do homem sensorial. A linguagem empregada por um escritor deste nível, há de ser do agrado da “personalidade” dos seus leitores, a não ser assim a obra não alcançaria o sucesso e o recorde de vendas.

Para que um livro esotérico seja considerado um “best-seller”, ele há de exaltar os sonhos e as fantasias dos seus leitores, pois nenhum autor sério que expusesse a verdade cruamente, jamais seria recebido e admirado pela mentalidade mundana, ávida de ilusões!

Geralmente, os escritores autorizados ou iniciados não alcançam a notoriedade, aliás, não são essas as suas intenções, pois eles sabem de antemão que seus ensinos só atrairão um número reduzido de leitores. “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos”, afirmou a Razão Eterna!

Talvez alguém argumente que as obras do Sr. Paulo Coelho – para citar apenas um entre tantos – são verdadeiros sucessos, pois são lidas e admiradas por milhares de pessoas em todo o mundo. Infelizmente esta observação é uma triste verdade, e só prova que os tolos e ingênuos podem ser encontrados em todos os países, mesmo os do primeiro mundo!

A Filosofia Rosacruciana apresentada pelo Sr. Max Heindel, na obra “Conceito Rosacruz do Cosmos”, possui a mais segura orientação e a mais completa e extraordinária apresentação esotérica, como jamais foi apresentada em tempo algum. O estudo das suas bases será suficiente para convencer qualquer investigador, imparcial e desapaixonado, da autoridade e seriedade dos seus princípios! Rogamos ao interessado que as estudem cuidadosamente e as compare com outros ensinos, antes de rejeitá-la.

Como Mensageiro Iniciado e autorizado pela Ordem Rosacruz, o Sr. Max Heindel apresentou publicamente no começo do século XX (1909), um resumo dos ensinamentos dessa Escola, que sem dúvida alguma são um verdadeiro manancial de sabedoria para todo o investigador sério e consciente.

Esta Escola não faz promessas nem alimenta sonhos de grandeza e poderio espiritual. Pede aos estudantes que estudem e trabalhem para reformarem seu caráter e criar um novo destino, única forma de conquistar o “Entendimento Espiritual” ou “Iluminação da Consciência”.

Seus ensinos têm por objetivo promover a reconciliação entre a ciência e a religião verdadeira, entre a razão e a fé, fazendo-lhes compreender que a Bíblia e os Evangelhos, assim como as passagens mais obscuras das tradições esotéricas do passado, encobrem verdades monumentais, que pareciam enigmáticas e incompreensíveis!

Seus ensinos têm em vista a possível renovação da mentalidade do homem, procurando transformá-lo num Ser Novo e Consciente; num Cristão autêntico e sincero, que ama ao Senhor seu Deus (Espírito) acima de todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo.

O grande mérito da Filosofia Rosacruciana, reside no fato de eliminar de uma vez por todas, os sonhos e fantasias espiritualistas da mente do estudante. De libertá-lo da dependência dos outros, tornando-o confiado em si mesmo no mais alto grau, para que possa permanecer só, em qualquer circunstância. Aliás, este é o único ponto de partida para a longa caminhada, cujo principal objetivo é a tomada de consciência do seu próprio Espírito, a Luz de Deus em seu interior!

A Escola Rosacruciana espera que seus estudantes tomem consciência de dois objetivos de suma importância: (1) O conhecimento de si mesmo, para que se faça possível a formação de um “Homem Novo” ou “Nova mentalidade”. (2) Do Alvo principal que pode ser alcançado através dos seus ensinos e práticas, ou seja, a formação do CORPO ESPIRITUAL OU VESTE NUPCIAL citada pelos Evangelhos, na “parábola das bodas” (Mateus 22: 1-14) .

Esta Veste seria em realidade, o “diploma invisível” conferido pelo merecimento, a todo o autêntico discípulo emancipado do mundo e das suas ilusões. É o alvo final para o qual são dirigidos os esforços de todo o estudante esclarecido.

Para que o “Novo Homem” possa tornar-se uma realidade viva, é preciso que se submeta a uma “Nova Educação” que implante em sua mente princípios Justos, Superiores e Verdadeiros; que o liberte da vaidade e da mentira sensorial (intelecto ou falsa luz) que o enganou a vida toda!

A reeducação é o grande programa oferecido por uma legítima Escola Esotérica, e esta, não deve ser confundida com condicionamento cego e inconsciente (lavagem mental) feito a revelia da vontade do estudante. Cremos que não seria necessário afirmar, por ser evidente, que essa nova educação não está subordinada aos interesses personalísticos e egoísticos de quem quer que seja e muito menos, às opiniões da moda e dos mestres e sábios deste mundo, os quais como já dizia São Paulo em sua carta a Timóteo: “(…) aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade” (Tm. 3:7).

As Escolas Superiores de Iniciação, são expressões do chamado Círculo Interno ou Invisível (Mundos internos) e este é constituído por homens excepcionais, cujas capacidades mentais e espirituais estão muitíssimo acima das do homem comum mais culto.

Seus ensinos e métodos especializados são apresentados ao mundo periodicamente em épocas propícias, de acordo com as leis e as necessidades espirituais e psicológicas dos vários povos a que são destinados.

Por essa razão, os autênticos Instrutores que desenvolvem suas atividades no plano físico ou Circulo Externo Visível, encarregados de disseminar esses ensinos, têm o maior cuidado ao fazê-lo, a fim de que não sejam maculados em sua essência e pureza.

Seu trabalho consiste em apresentá-los da melhor forma possível, para que não venham a ser mal interpretados e desviados das suas legitimas finalidades. Todo o instrutor autorizado, ao divulgá-los, tem plena consciência da responsabilidade que assume perante as leis superiores! Eles têm sempre em mente a advertência do Salvador dirigida a todos os discípulos: “Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho” (João 4:38).

Os ensinos provenientes dos “Irmãos Maiores” (Circulo Interno), são lógicos e profundos; neles não há lugar para a divagação filosófica e para a fantasia intelectual, como sucede com o falso esoterismo do tempo presente.

Os interessados na Ciência Esotérica deverão gravar profundamente em suas mentes que tudo o que tem valor tem seu preço (não em dinheiro, evidentemente) portanto, se estão em busca de maiores capacidades, só poderão adquiri-las na base de um esforço honesto e persistente, seguindo as ordenanças de uma “fórmula misteriosa” habilmente oculta nas páginas mágicas e imortais dos Evangelhos de Cristo, nas quais a Filosofia Rosacruciana tem o poder de introduzi-los!

Contudo, maior capacidade significa mais trabalho, mais responsabilidade e maiores sacrifícios e o homem realizado espiritualmente – a semelhança de Cristo – não vive para ser servido, mas para servir os seus irmãos!

Na proporção em que a sua compreensão se alarga, o estudante sincero põe de lado as pretensões de querer chegar antes de ter andado e de querer ensinar o que não sabe e não viveu praticamente! Sua consciência esclarecida pelo estudo e pelo trabalho sobre si, o fará ver com meridiana clareza que, a Vida Eterna prometida por Cristo só se fará possível, quando deixar de se identificar com a “falsa figura” que formou de si mesmo!

Bem aventurado o estudante que compreendeu que a Escola Rosacruciana não tem outros objetivos em vista, senão aqueles que o realizarão como homem e como Espírito! Que não tem outros interesses, a não ser transformá-lo num agente consciente do Pai e do seu plano evolutivo!

Que sua principal finalidade é instruí-lo e esclarecê-lo a respeito dos valores que terá de adquirir, para comprar a Vestidura Especial (Corpo Espiritual), que lhe outorgará o poder de vencer a morte, introduzindo-o vitoriosamente na “Nova Galiléia” (Plano Vital), onde se dará o encontro com o supremo Mestre! “(…) ide, pois, depressa, e dizei aos seus discípulos (de todos os tempos) que ele ressuscitou dos mortos, e vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. É como vos digo” (Mt. 28:7).

É nesse plano de existência superior prometido por Cristo, no qual, só é permitida a entrada daqueles que possuem “A Veste Nupcial”, que se encontra a sede da “Ordem Rosacruz” e das Escolas Superiores de Iniciação ou ainda como afirmava Platão, a “Republica dos Iniciados”!

Diz o Sr. Max Heindel que só o Amor e o Auto-Sacrifício, assim como o serviço nobre e desinteressado prestado ao próximo, tem o poder de tecer essa “Veste”, conferindo ao seu possuidor a Imortalidade Consciente!

Vosso servo e irmão em Cristo – Ennio Dinucci

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